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Escrito por

Rita Garrido

#Notícias | 20/03/2026

Sindicato agita assembleias e panfletagem no Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1

A sexta-feira (20) começou com luta em Canoas e em todo o Brasil, pelo fim da Escala 6×1 e pela redução da Jornada de Trabalho sem redução de direitos. O Dia Nacional de Mobilização foi convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), com apoio das confederações e federações cutistas, dos movimentos sociais e populares e do VAT, Movimento Vida Além do Trabalho, liderado pelo vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ).

Para os metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, o dia foi marcado por assembleias nas fábricas e entrega de material informativo junto à população.

A pauta da 6X1 é nacional, afeta quase a totalidade da classe trabalhadora. Por isso o Sindicato hoje está nas fábricas e nas ruas, dialogando e conscientizando a população sobre a importância dessa discussão“, destacou Paulo Chitolina, presidente do Sindicato.

MOBILIZAÇÃO NA BASE

Às 5h da manhã, teve início a mobilização na Maxiforja, empresa que alterou, via contratos individuais, a jornada de trabalho para 6 dias ainda no período da pandemia, sem qualquer diálogo ou negociação com o Sindicato.

Numa brecha da pandemia, onde o desespero era total e ninguém sabia como ia se cuidar ou quais garantias de trabalho e renda teria, a empresa enfiou goela abaixo essa jornada, que faz todo mundo trabalhar insatisfeito a semana inteira“, destacou o dirigente sindical Luciano Sartori.

Mobilização em frente à Maxiforja nas primeiras horas da manhã. Foto: Rita Garrido / STIMMMEC

A escala 6×1 impõe uma rotina de exaustão, reduz o convívio com a família, aumenta o adoecimento e limita o direito de viver plenamente. Segundo pesquisa recente publicada pelo Data Folha, 71% dos brasileiros e brasileiras apoiam o fim da Escala 6×1.

Em frente à AGCO, a mobilização teve início pouco antes das 7h da manhã. De braços cruzados, os metalúrgicos e metalúrgicas da empresa receberam o informativo do Dia de Mobilização, produzido pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos.

Nas falas, os diretores lembraram que na empresa, a escala 6×1 não é uma realidade devido à Convenção Coletiva da categoria, que garante nas cláusulas 35ª e 36ª a compensação da jornada de trabalho.

Aqui não tem 6×1 porque a empresa aplica a compensação. Por isso nós temos que fortalecer as negociações coletivas e, junto à campanha pelo fim da escala 6×1, temos que garantir também a redução da jornada de trabalho no Brasil“, destacou o vice-presidente do Sindicato, Silvio Bica.

Na AGCO, trabalhadores e trabalhadoras de braços cruzados pelo fim da 6×1. Foto: Rita Garrido / STIMMMEC

O encerramento do dia de mobilização ocorreu na parte da tarde, junto aos metalúrgicos e metalúrgicas da PROLEC. Assim como na AGCO, a empresa tem acordo de compensação, o que garante o trabalho de segunda a sexta. No entanto, a jornada permanece acima das 40h, motivo pelo qual a mobilização pela redução do tempo de trabalho se faz fundamental.

Na parte da tarde, mobilização em dois turno da PROLEC agitou a base. Foto: Rita Garrido / STIMMMEC

AÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO NO CENTRO DE CANOAS

Ainda no final da manhã, o Sindicato realizou uma ação de panfletagem junto à população, na Esquina Democrática do centro de Canoas. Com faixas e material impresso, os diretores dialogaram com quem passava pelo local, e reforçaram que o tema da 6×1 deve ser de interesse de toda a classe trabalhadora.

Fonte: STIMMMMEC

Fontes:

Publicado em: 20/03/2026

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