Empresas pensam no retorno do trabalho presencial; Sindicato insiste nas discussões pelo retroativo

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Passado o momento mais crítico da pandemia da COVID-19, muitas empresas metalúrgicas da base de Canoas e Nova Santa Rita se preparam para a retomada do trabalho presencial. No entanto, conforme apontou a pesquisa aplicada pelo Sindicato em fevereiro deste ano, a grande maioria dos trabalhadores/as que foram encaminhados ao trabalho remoto ainda em 2020 não obteve ajuda de custo com os gastos básicos para o trabalho de casa. Neste sentido, a luta do Sindicato desde o período da Campanha Salarial tem sido em busca da reposição das perdas, calculadas em gastos com energia elétrica, alimentação, internet e mobília adequada para o trabalho.

 

 

Até o momento, o Sindicato encaminhou o pedido de negociações para três grandes empresas da base: AGCO, Harman e Midea Carrier, sendo que com a última já foi realizada uma rodada de negociação. Porém, mesmo com as informações coletadas junto aos trabalhadores, ainda há relutância das empresas em avançar nas tratativas. “Nós buscamos uma forma de conversar com os trabalhadores e coletar as informações. Ficou claro que não houve ajuda de custo para a grande maioria e ainda assim as empresas contestam esse levantamento”, afirma o presidente Paulo Chitolina.

 

 

 

Durante as negociações da Campanha Salarial 2021 não houve acordo para introduzir o trabalho Home Office na Convenção Coletiva de Trabalho. No entanto, as partes encaminharam a solução do impasse aos Acordos por Fábrica, na medida em que desta forma poderiam ser observadas as especificidades de cada empresa. “Já estamos caminhando para dois anos de trabalho remoto sem ajuda de custo, ou seja, quase dois anos que muitos trabalhadores da base arcam com gastos que não deveriam ter. Então mesmo que as empresas retomem o trabalho presencial, nós vamos insistir nas discussões das perdas retroativas”, enfatiza Chitolina.

 

Acordo na NOVUS atende exigência dos trabalhadores
Na última semana, os trabalhadores e trabalhadoras da NOVUS deliberaram em Assembleia Geral organizada pelo Sindicato a possibilidade de permanecer em Home Office. Encaminhados ao trabalho remoto no início da pandemia, o grupo vinha manifestando a vontade de permanecer na modalidade. Neste sentido, foi negociado um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) entre o Sindicato e a empresa, de forma a garantir direitos trabalhistas e condições para a atuação em casa. “A empresa sempre forneceu uma ajuda de custo e equipamento para o trabalho remoto, e o que nós celebramos foi a continuidade dessas condições. É isso que queremos discutir para todos os trabalhadores da base que estão atuando de forma remota”, reforça o presidente do Sindicato.

 

 

Durante a Assembleia Geral, muitos trabalhadores abriram o microfone e manifestaram satisfação com o Home Office. O principal ponto destacado foi o ganho de tempo ao não precisar se locomover até a empresa. Também, foi mencionada a criação de um espaço virtual para que os trabalhadores conversem entre si. “A nossa pesquisa levantou a vontade dos trabalhadores em permanecer atuando na modalidade remota. Com isso, fica claro que o Sindicato e as empresas precisam escutar mais os trabalhadores e encontrar novos formatos para o trabalho, unindo a garantia dos direitos e das condições com a permanência da coletividade, ainda que seja em um espaço virtual”, finalizou Chitolina.

 

 

Fonte: STIMMMEC

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