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#Destaques | 22/11/2016

CUT-RS e centrais pressionam governo Sartori pelo reajuste de 10,65% no mínimo regional

Em reunião ocorrida na manhã dessa segunda-feira (21), a CUT-RS e centrais sindicais decidiram pressionar o governador José Ivo Sartori (PMDB) pelo reajuste de 10,65% no salário mínimo regional de 2017. A reivindicação foi entregue no dia 20 de outubro ao governo, durante reunião com o secretário do Trabalho, Catarina Paladin, porém, decorridos 30 dias, nenhuma resposta foi apresentada às entidades.

 

 

Também já foi encaminhado pedido de audiência ao governador, que nada agendou até o momento com as centrais, a exemplo do ano passado quando se recusou a marcar um encontro para debater o reajuste do mínimo regional.

 

 

“Queremos mostrar a importância do atendimento da reivindicação e o papel desempenhado pelo chamado piso regional para distribuir renda, estimular a produção e o consumo e aquecer a economia gaúcha”, afirma o secretário de Relações do Trabalho da CUT-RS, Antonio Güntzel.

 

 

As centrais decidiram ainda requerer uma audiência com a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Silvana Covatti (PP), para discutir o assunto, uma vez que o governo não está dialogando com as centrais para definir a proposta de reajuste a ser enviada aos deputados. “Vamos visitar também todas as bancadas dos partidos, a fim de pedir apoio à reivindicação que entregamos ao governo”, enfatiza o dirigente sindical.

 

 

“A expectativa dos trabalhadores é que o projeto de reajuste seja encaminhada pelo governador para a Assembleia e votado pelos deputados até dezembro, evitando a enrolação que marcou o último processo negocial. O projeto só foi despachado por Sartori ao parlamento gaúcho no início de fevereiro deste ano e acabou sendo aprovado em 1º de março”, destaca Antônio.

 

 

 

Secretário de Relações do Trabalho da CUT-RS, Antonio Güntzel, participa das negociações / Foto: CUT-RS

 

 

 

O índice reivindicado é formado pela projeção da inflação pela variação do INPC de 9% e da reposição da perda de 1,52%, em função do reajuste concedido em 2016 por Sartori ter ficado pela primeira vez abaixo da inflação desde a criação do mínimo regional em 2001 no governo Olívio Dutra (PT).

 

 

Além do reajuste, as centrais reivindicam a inclusão de novas categorias, a alteração de faixas para categorias que apresentam defasagem na faixa atual, a inclusão do chamado piso regional na Constituição do Estado e a garantia na lei como vencimento mínimo dos servidores públicos do Estado.

 

 

“Também queremos a construção de uma política permanente de reajuste, a exemplo do salário mínimo nacional, que aumenta de acordo com a variação do INPC e do crescimento do PIB”, salienta o diretor da CUT-RS.

 

 

Além do Rio Grande do Sul, o mínimo regional é adotado em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

 

 

Fonte: CUT-RS

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Publicado em: 22/11/2016

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