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Escrito por

Rita Garrido

#Notícias | 10/07/2026

CATEGORIA DEVE ANALISAR PROPOSTA PATRONAL NA QUARTA-FEIRA (15)

VAMOS JUNTOS/AS AVALIAR OS RUMOS DA CAMPANHA SALARIAL

O Sindicato irá discutir na quarta-feira (15) a proposta apresentada pelo Sindicato Patronal
para a Campanha Salarial 2026. O encontro com os metalúrgicos e metalúrgicas da base ocorre
na sede da entidade (Rua Caramuru, 330 – Centro / Canoas), a partir das 18h30, sendo este o
momento para avaliar a oferta dos patrões e encaminhar os próximos passos da campanha, bem
como apresentar oposição ao desconto da taxa negocial.

UMA LUTA NACIONAL

Com início no mês de abril, a Campanha Salarial deste ano ocorre em meio às lutas pelo
Fim da Escala 6×1 e pela Redução da Jornada de Trabalho Sem Redução de Salário. A pauta,
que avançou em jornadas e mobilizações nacionais, e que já teve projeto aprovado na Câmara dos
Deputados (veja mais no verso desta edição), agora segue paralisada no Senado Federal.

Os patrões, contrários à mudança na legislação, lançaram um manifesto no mês de junho,
em que defendem a PEC 7X0, também chamada de PEC da Escravidão, que prevê o trabalho
flexível e a negociação direta entre trabalhadores e empregadores. Ocorre que no Brasil, o trabalho
intermitente é uma forma de contratação flexível e que, segundo o Dieese, remunera de forma
insuficiente os trabalhadores (cerca de 58% do salário mínimo). Negociação direta com os patrões
também já é uma realidade, a partir da Reforma Trabalhista e dos contratos individuais, que na
prática, comprovam a inexistência de qualquer possibilidade de negociação entre as partes.

IMPACTOS NA CAMPANHA SALARIAL

A luta pelo Fim da Escala 6×1 e pela Redução da Jornada de Trabalho impactou
diretamente as mesas de negociação em todo o Estado. Mobilizada desde o mês de abril, quando
ocorreram as assembleias de encaminhamento das reivindicações, a categoria encara propostas
de parcelamento da inflação e atraso no início das tratativas. Na mesa, os empresários alegam um
possível cenário de incertezas e aumento de custos com as mudanças na legislação trabalhista.

“Em Canoas as negociações começaram apenas no início de junho e somente agora
foi possível convocar uma assembleia para discutir uma proposta com a categoria”, afirma o
presidente Paulo Chitolina.

Lembrando que neste ano, a inflação do período fechou em 4,11% e na pauta de
reivindicações a categoria pediu a reposição das perdas junto com um aumento real nos salários.

Fontes:

Publicado em: 10/07/2026

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