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Escrito por

Rita Garrido

#Notícias | 06/11/2025

Maxiforja: Assédio, demissões e omissão com a saúde dos trabalhadores/as

Ação sindical tem garantido apuração dos fatos e denúncias junto ao MPT-RS

Insatisfação é o sentimento que define as relações de trabalho na Maxiforja. Em constante crescimento, a metalúrgica é intransigente quanto às reivindicações dos trabalhadores/as, e agora, soma ao currículo casos de assédio moral e sexual, demissões descriminatórias e omissão na emissão das CATs.

Trabalhadores mobilizados em frente á fábrica em julho deste ano. Foto: Rafaela Amaral / STIMMMEC

Recentemente, uma operadora demitida pela empresa relatou ter sido vítima de assédio sexual por parte de um coordenador no período do contrato. Após denúncias, inclusive no canal de ética da empresa, o assediador foi dispensado. Para o Sindicato, o caso reforça a importância do tratamento adequado do tema, principalmente com a crescente presença das mulheres na produção.

Preocupante também são os relatos da prática de assédio moral por parte de uma das diretoras da empresa, principalmente nos setores de administração. Com condutas abusivas e reiteradas, os trabalhadores/as são expostos a situações humilhantes, constrangedoras e degradantes, afetando sua dignidade e integridade psíquica, o que chega a registrar afastamentos por Burnout.

DISPENSAS DISCRIMINATÓRIAS

A omissão com a saúde dos trabalhadores/as é mais uma prática da empresa que chega ao conhecimento do Sindicato. Há casos de dispensas de metalúrgicos/as acometidos pordoenças ou vitimas de acidentes de trabalho, e ainda, recorrente negativa na emissão das CATs.

DENÚNCIA ENCAMINHADA

Com a compreensão de que a Maxiforja age de forma lesiva aos trabalhadores/as, o Sindicato registrou denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT-RS), solicitando a investigação dos fatos narrados no âmbito trabalhista.

De acordo com os dirigentes sindicais da fábrica, levar ao conhecimento do Sindicato as situações de abuso promovidas pela empresa foi um passo importante da ação sindical. Desta forma, reforçam que é preciso continuar relatando as ocorrências, principalmente à CIPAA, que é capacitada para intervir e trabalhar conjuntamente com o Sindicato.

FISCALIZAÇÃO NO REFEITÓRIO

Nos últimos dias, a empresa também passou por uma fiscalização da Vigilância Sanitária, em razão de uma denúncia sobre alimentos impróprios servidos no refeitório.
O descontentamento com a alimentação ofertada não é de hoje. Os trabalhadores/as relatam falta de comida em alguns turnos e insuficiência de proteína, e ainda, que há uma diferenciação no que é servido dependendo do turno. Mesmo após a troca da empresa responsável pelo refeitório, o sentimento é de piora no cardápio.

Fonte: STIMMMEC

Fontes:

Publicado em: 06/11/2025

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