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#Destaques | 13/11/2018

CUT-RS marca reunião ampliada com ex-ministro Celso Amorim para avaliar conjuntura e aumentar resistência

 

A CUT-RS realiza na próxima quarta-feira (21), às 9h, uma reunião ampliada com a participação do ex-chanceler Celso Amorim, no auditório do Sindipolo (Avenida Júlio de Castilhos, 596 – 8º andar), no centro de Porto Alegre. O objetivo é avaliar a conjuntura depois das eleições e aumentar a resistência em defesa dos direitos dos trabalhadores e da democracia para o próximo período.

 

Amorim é diplomata e foi ministro das Relações Exteriores nos governos Lula e da Defesa no governo Dilma Rousseff. Ele tem criticado a política externa depois do golpe de 2016 e os primeiros sinais do governo eleito sobre as relações com Israel e o Mercosul e a política de subordinação aos interesses dos Estados Unidos.

 

“Acho preocupante a ideia de termos uma relação muito privilegiada com os Estados Unidos na área de defesa, o que ainda é muito especulativo. Eu não sou contra ter uma relação com os Estados Unidos, mas você não tem que colocar todos os seus ovos numa única cesta, ainda mais numa área como essa”, disse o ex-chanceler.

 

Eleição manipulada

 

“O candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) venceu uma eleição manipulada com a condenação sem provas e a prisão arbitrária do ex-presidente Lula, que liderava todas as pesquisas, para que não pudesse concorrer e ser eleito outra vez para governar o Brasil”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

 

 

“Além disso, o disparo em massa de fake news pelo WhatsApp contra Haddad e o PT, a coação eleitoral e ilegal de empresas como nunca antes se viu antes e a ausência de debates no segundo turno, dentre outros pontos, derrotaram o candidato da democracia, mantêm os golpistas no governo eleito e ameaçam os direitos da classe trabalhadora, o patrimônio público e a soberania nacional”, destaca.

 

Nespolo ressalta que as primeiras iniciativas do presidente eleito confirmam a agenda de retrocessos que a CUT e o movimento sindical vinham alertando os trabalhadores. “Temos que nos mobilizar contra a retomada da reforma da Previdência. Além de acabar com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros, querem implantar o modelo de capitalização individual, sem contribuição patronal, já fracassado no Chile e outros países da América Latina”, salienta.

 

“A proposta de extinção do Ministério do Trabalho, que possui 88 anos e foi criado pelo ex-presidente Getúlio Vargas, coloca em risco a fiscalização das leis do trabalho, já atacadas pela reforma trabalhista do governo ilegítimo Temer, além de ameaçar a gestão dos recursos do FGTS e do FAT”, enfatiza Nespolo.

 

Mobilização em defesa da Previdência e do Ministério do Trabalho

 

A CUT e as centrais sindicais já aprovaram em âmbito nacional um calendário de lutas para barrar a reforma da Previdência e o fim do Ministério do Trabalho:

 

– 22/11: dia nacional de mobilização, com panfletagens, assembleias nos locais de trabalho e diálogo com a população para esclarecer os riscos da reforma da Previdência;

 

– 26/11: atos em frente ao Ministério do Trabalho e em todas as Superintendências Regionais do Trabalho para denunciar a reforma da Previdência e protestar contra a proposta de extinção do Ministério do Trabalho.

 

Fonte: CUT-RS

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Publicado em: 13/11/2018

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