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#Destaques | 25/10/2016

11 de novembro é o Dia Nacional de Greve Geral e Mobilizações

Anote na sua agenda: no 11 de novembro, sexta-feira, a CUT e outras centrais sindicais e sindicatos de todas as categorias profissionais vão às ruas de todo o país para paralisar as empresas e protestar contra as reformas que só prejudicam a classe trabalhadora e a população mais pobre de nosso país. O objetivo é forçar governo e patrões para o diálogo e tentar barrar o avanço de medidas que precarizam a vida e o bem estar de trabalhadores e trabalhadoras, que produzem e geram as riquezas do país.

 

 

As medidas já anunciadas pelo governo golpista e os projetos recentemente aprovadas ou em curso no Congresso Nacional – como a PEC 241 – apontam numa única direção: retirar direitos da classe trabalhadora, arrochar salários, privatizar empresas e serviços públicos, entregar nossas riquezas à exploração das multinacionais, fazer a reforma da Previdência Social e diminuir drasticamente os investimentos em serviços públicos essenciais, como educação e saúde.

 

 

Nosso Sindicato buscou nos últimos meses, inclusive durante a campanha salarial, denunciar e conscientizar a categoria sobre esse tsunami de projetos governamentais e patronais contrários à classe trabalhadora, como a terceirização sem limites, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados e hoje aguarda votação no Senado Federal. “Se passar, até a atividade-fim das empresas poderão ser terceirizadas. E terceirização é sinônimo de precarização da mão de obra e de direitos. Um recente estudo provou que terceirizados ganham em média 25% menos, trabalham em média 7,5% mais, recebem menos benefícios e ficam menos da metade do tempo no trabalho, vítimas da alta rotatividade. Entre 80% e 90% dos acidentes de trabalho, inclusive com morte, acontecem com terceirizados”, disse o secretário-geral do sindicato, Flávio de Souza, o Flavião.

 

 

Outro projeto que vem com força contra a classe trabalhadora é a PEC 241, recentemente aprovada na Câmara, que institui um teto para os gastos públicos por até 20 anos. Se for aprovada, o governo vai congelar investimentos em educação, saúde, assistência social, salários, entre outros, tudo para fazer o tal “ajuste fiscal” necessário para conter o suposto “rombo” nas contas públicas. Ou seja, em vez de taxar as grandes fortunas, combater a sonegação de impostos e repatriar o dinheiro ilegal de famílias ricas depositado no exterior, o governo vai fazer a população mais pobre indiretamente pagar o pato, mostrando claramente que não pretende governar para quem precisa, mas sim, para os grandes empresários e a burguesia.

 

 

O dia 11 de novembro será só o início de uma longa luta contra o retrocesso de um governo que não teve seu projeto aprovado nas urnas e hoje impõe medidas contra a classe trabalhadora e a população mais necessitada. Neste dia, vamos reforçar nosso embate contra a terceirização sem limites e a PEC 241, mas também, contra a reforma da Previdência Social, que quer que os trabalhadores/as morram sem conseguir se aposentar, e contra a MP do Ensino Médio, que visa precarizar o ensino nas escolas públicas.

 

 

Fonte: STIMMMEC

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Publicado em: 25/10/2016

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