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#Destaques | 11/08/2016

BM interrompe novamente assembleia da Campanha Salarial em metalúrgica de Canoas

Sindicato estava conversando com os trabalhadores no momento da abordagem

 

Dirigentes estavam conversando com os trabalhadores no momento da abordagem / Foto: Rita Garrido / STIMMMEC

 

 

Desde que foi deliberada a greve na categoria metalúrgica de Canoas e Nova Santa Rita, o Sindicato tem enfrentado a pressão da Brigada Militar para conseguir realizar as mobilizações, que até o momento já ocorreram em dez fábricas. Na manhã desta quinta-feira, 11, em frente à Metal Molas, o serviço de segurança pública novamente foi acionado, interrompendo a assembleia que estava sendo realizada com o consenso dos trabalhadores e obrigando os mesmos a entrar na fábrica.

 

 

A presença frequente de dirigentes sindicais na porta das empresas se deve ao engessamento das negociações junto ao Simecan, sindicato patronal, que propôs reajustar os salários com o INPC parcelado em três vezes. A proposta foi rejeitada em uma Assembleia Geral realizada no dia 20 de julho, mesma data em que foi decretada a greve. As negociações foram encaminhadas pelos empresários ao Tribunal Regional do Trabalho e na primeira audiência de conciliação, realizada no dia 26 de julho, não houve acordo.

 

 

Para o presidente do Sindicato, os empresários estão utilizando de forma inadequada os serviços de segurança pública / Foto: Rita Garrido / STIMMMEC

 

 

Trabalhadores e trabalhadoras de grandes empresas da base cruzaram os braços e aderiram ao dia de paralisação, mesmo com a presença constante da polícia. Porém, como lembra o presidente do Sindicato Paulo Chitolina, “a intensificação do movimento mostrou a insatisfação da categoria com a proposta e incomodou os patrões, que visivelmente estão alinhados com o serviço público de segurança e utilizando-os de maneira imprópria”. Já o vice-presidente Silvio Bica ressalta que “é um absurdo ver a BM interromper a conversa do Sindicato com os trabalhadores e colocá-los para dentro da fábrica, a pedido do patrão”.

 

 

Vice-presidente considera um absurdo o abuso das ações da BM na Campanha Salarial / Foto: Rita Garrido / STIMMMEC

 

 

Na ação em frente à empresa também foi solicitado pela BM que os registros feitos durante a abordagem fossem apagados das câmeras, tanto de funcionários da empresa, quanto dos responsáveis pela comunicação da entidade sindical.

 

 

Fonte: STIMMMEC

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Publicado em: 11/08/2016

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