UAW: Sindicato americano condena Ford por não respeitar acordos e garantir empregos até 2024

Por usufruir de mais de R$ 20 bilhões de incentivos fiscais e não respeitar e honrar acordos com sindicatos de trabalhadores no Brasil, que asseguravam empregos até 2021 na Ford em Taubaté (SP), e 2024 em Camaçari (BA), o Sindicato Internacional de Trabalhadores de Implementos Automobilísticos, Aeroespaciais e Agrícolas dos Estados Unidos (UAW) condenou a atitude da Ford no Brasil de fechar as empresas e abandonar mais de milhares de trabalhadores sem empregos e direitos no meio da pandemia.

 

 

A indignação da entidade, foi escrita numa carta assinada pelo vice-presidente da UAW e Diretor Nacional do Departamento FORD, Gerald Kariem, e enviada nesta sexta-feira (15) aos presidentes da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT, Paulo Cayres, o Paulão, e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM/ForçaSindical), Miguel Torres. Os presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, e do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Claudio Batista, o Claudião, também foram destinatários do texto.

 

 

Gerald Kariem, em nome dos mais de um milhão de sócios da UAW, disse que escreveu para se solidarizar e apoiar os 5 mil trabalhadores e trabalhadoras das três plantas da Ford no Brasil e também aos mais de 40 mil trabalhadores que serão impactados indiretamente.

 

 

O dirigente sindical americano também disse condenar veementemente o anuncio brusco da empresa de encerrar o trabalho no país sem notificar e negociar com a categoria e com os representantes dos sindicatos.

 

 

“Estamos ao lado dos trabalhadores impactados e de seus familiares neste momento difícil e estamos ao seu lado em sua demanda por segurança no emprego e justiça econômica. O apoio dedicado dos sindicatos dos metalúrgicos e metalúrgicas brasileiras às campanhas do UAW ao longo dos anos é um ato exemplar de solidariedade internacional. Agora, estamos com vocês neste tempo desafiador. Diga-nos como podemos ser úteis em seus esforços. Esperamos continuar nosso trabalho e lutar juntos para alcançar justiça e igualdade para todos os trabalhadores e trabalhadoras.”, diz trecho final da carta.

 

 

Veja a carta na íntegra

 

 

Fonte: CNM/CUT

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