Trabalhadores estarão nas ruas no dia 24 por direitos e por aposentadoria

 

Em reunião ocorrida na tarde da última segunda-feira (16), na sede da Fecosul, em Porto Alegre, a CUT-RS, centrais sindicais e movimentos sociais prepararam a mobilização para a próxima terça-feira (24) no Rio Grande do Sul contra a destruição do Brasil, uma vez que o dia 20, indicado em nível nacional, será feriado estadual da Revolução Farroupilha. Em Porto Alegre, será realizado um ato na Esquina Democrática, com concentração a partir das 17h. Haverá também manifestações em várias cidades do interior gaúcho.

 

A pressão dos trabalhadores e estudantes acontecerá no dia em que está prevista a votação em primeiro turno no Senado da reforma da Previdência. “A proposta do governo Bolsonaro não acaba com privilégios, como mentem o governo e a mídia comprada, mas retira direitos de trabalhadores e aposentados, especialmente dos mais pobres”, critica o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

 

“Temos que pressionar os senadores, para que votem contra essa reforma cruel, desumana e perversa, em vez de proporem uma PEC Paralela para tirar algumas das maldades aprovadas por maioria na Câmara dos Deputados”, destaca. O senador Paulo Paim (PT) já votou contra a reforma de Bolsonaro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Como votarão os senadores Luiz Carlos Heinze (PP) e Lasier Martins (Podemos)?

 

Além da defesa da aposentadoria, a mobilização será também por emprego, contra os cortes na educação pública e o programa Future-se que visa privatizar a gestão das universidades e institutos federais, e em defesa da Amazônia e da soberania nacional.

 

O ato será ainda contra as privatizações dos governos Bolsonaro, Leite e Marchezan e a favor das empresas públicas. “Não aceitamos a entrega do patrimônio do povo para favorecer poderosos interesses privados, prejudicando a prestação de serviços públicos de qualidade para a população”, salienta Nespolo.

 

As centrais e os movimentos sociais manifestaram apoio à greve dos trabalhadores dos Correios, que paralisaram os serviços diante da intransigência da empresa nas negociações do acordo coletivo e contra a privatização.

 

Na reunião, as centrais decidiram apoiar também “o dia de mobilização global pelo clima”, marcado por entidades ligadas à proteção do meio ambiente para a próxima sexta-feira (20). Haverá manifestação, às 15h, no Parque da Redenção. A atividade já conta com o apoio da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Estadual dos Estudantes (UEE) e da União Metropolitana dos Estudantes Secundários de Porto Alegre (Umespa).

 

Foi definido ainda reforçar a participação na audiência pública sobre o projeto Mina Guaíba, que prevê a instalação de uma megamineração de carvão a céu aberto, na região metropolitana de Porto Alegre. O encontro promovido pela deputada federal Fernanda Melchionna (PSol) será realizado no próximo dia 30, às 18h30, no Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa.

 

Nova reunião das centrais e movimentos sociais foi agendada para quinta-feira (19), às 11h, na Fecosul, para organizar panfletagens e definir os demais encaminhamentos para a mobilização do dia 24.

 

Além da CUT, participaram dirigentes da CTB, CSP-Conlutas, Intersindical, CSB e CGTB, bem como representantes das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e vários movimentos sociais.

 

Fonte: CUT-RS

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