Sindicato reforça posição contra o desmonte da Petrobras ao lado dos petroleiros

O Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, em sua tradição de defender os interesses da classe trabalhadora, esclarece que permanecerá ao lado dos petroleiros(as) do país na luta contra o desmonte da Petrobras. A categoria, que no início de maio deliberou greve por tempo indeterminado e atualmente cumpre um amplo calendário de mobilizações, sempre se mostrou comprometida com a situação das refinarias e preocupada com as consequências do movimento de privatização que atenta contra a soberania nacional.

 

 

Com a bandeira “Privatizar Faz Mal ao Brasil”, a categoria inflava campanhas contra a sanha privatista ainda na era FHC. À época, Pedro Parente, atual presidente da estatal, estava à frente da Casa Civil e os interesses de entregar o controle sobre o petróleo nacional já existiam. Tempos que pareciam ultrapassados durante a era Lula, quando a Petrobras não só foi reerguida, como se tornou uma das maiores entre os gigantes mundiais do setor e um dos pilares da política de desenvolvimento nacional, gerando empregos e impulsionando atividades econômicas locais e regionais.

 

 

Em 2017, culminado o impedimento da presidenta Dilma Rousseff e a tomada de poder pelas alas neoliberais, os petroleiros deram início às novas denúncias de desmonte da estatal, que resultou no aumento sistemático de preços dos combustíveis. Recentemente, com o anúncio de venda da REFAP, da TRANSPETRO e de outras três refinarias do Brasil, inúmeras mobilizações e paralisações foram realizadas em todo o país. No final de abril, mais de 90% da categoria decidiu, em assembleia geral, pela adesão dos atos de greve, que tomarão corpo nos próximos dias e seguirão por tempo indeterminado.

 

 

Em tempo, a direção do Sindicato esclarece que considera legítimo o movimento grevista dos caminhoneiros e acredita que muitos(as) trabalhadores(as) estejam engajados na luta pela redução dos preços dos combustíveis. No entanto, jamais compactuará com movimentos que conclamam por intervenção militar ou que tenham como pano de fundo interesses empresariais. Em resumo, a problemática atual do descontrole do preço dos combustíveis, inclusive do diesel que é a principal reivindicação dos caminhoneiros, está muito mais ligada à política de privatização do refino, e da nova política de preços, do que ao excesso de “impostos”. Neste sentido, reafirmamos nossa luta ao lado dos Petroleiros do Brasil e convocamos toda a sociedade a apoiar a categoria neste entrave.

 

 

Paulo Chitolina

Presidente

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