Sindicato, IndustriALL e centrais se reúnem com presidente da Câmara por vacinação e proteção ao emprego

O diretor executivo dos Metalúrgicos do ABC e presidente da IndustriALL-Brasil, Aroaldo Oliveira da Silva, e o presidente da CUT, Sérgio Nobre, estiveram ontem em Brasília reunidos com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, para apresentar propostas dos trabalhadores e cobrar medidas emergenciais diante do agravamento da pandemia de Covid-19.

 

 

Foi apresentado ao presidente da Casa o documento entregue nesta semana pelo Sindicato à Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), ao Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e ao governador de São Paulo, João Doria, o “Acordo Marco Emergencial em Defesa da Vida e do Trabalho”.

 

 

O Sindicato defende ações conjuntas entre representantes dos trabalhadores, empresas e poder público, já que não há uma coordenação nacional de enfrentamento da pandemia. Na pauta para as entidades patronais estão a defesa do isolamento social, com programas de proteção ao emprego e renda; a compra de vacinas pelas empresas para doação ao SUS, em um primeiro momento; apoio privado ao sistema público de saúde; reconversão industrial e crédito para as empresas da cadeia produtiva das montadoras.

 

 

“A reunião foi de extrema importância para que de fato os representantes dos trabalhadores consigam dialogar com a Câmara dos Deputados sobre políticas de enfrentamento à pandemia. Para que nossas propostas se efetivem, é fundamental essa articulação com o poder legislativo, já que serão necessários mecanismos para que o setor privado dê suporte ao SUS (Sistema Único de Saúde)”, afirmou Aroaldo.

 

 

“O diálogo sobre política industrial também foi essencial, porque até agora não encontramos neste governo nenhuma possibilidade de diálogo para as questões relacionadas aos trabalhadores e à indústria”, completou.

 

 

Auxílio e emprego

 

 

Na ocasião, os dirigentes também entregaram a pauta conjunta das centrais sindicais pelo auxílio emergencial no valor de R$ 600, por medidas de proteção dos empregos e cobraram um plano nacional de vacinação.

 

 

Em nota conjunta, as centrais defenderam a urgência da reedição do programa de complementação salarial em casos de acordos de redução de jornada ou suspensão temporária do contrato de trabalho.

 

 

Devido ao agravamento da pandemia, as centrais exigem que haja negociação coletiva, manutenção da garantia de emprego pelo dobro do tempo dentro do programa, financiamento com fontes de recursos extraordinários que não recaiam sobre os trabalhadores, entre outros.

 

 

Reindustrialização do Brasil

 

 

Outro ponto de destaque na reunião foi a necessidade urgente de reindustrialização do país. Os representantes dos trabalhadores discutiram com Arthur Lira o estudo elaborado pelo Dieese, apresentado nesta semana, que mostra o desmonte das empresas no Brasil e a consequente perda de empregos e investimentos ocasionados pela Operação Lava Jato. Entre os efeitos estão a perda de R$ 172 bilhões em investimentos e o fechamento de 4,4 milhões de postos de trabalho.

 

 

Como definição da reunião, o parlamentar instituiu o grupo tripartite, com participação sindical, para criar instrumentos e regramentos que impeçam que essa destruição se repita.

 

 

Aroaldo também apresentou a IndustriALL-Brasil e defendeu uma indústria nacional forte no país.

 

 

“Apresentamos a importância da indústria de transformação, que representa 11% do PIB, 15% do emprego formal e 14,4% da massa salarial. Reforçamos que cada R$ 1 investido na indústria no Brasil gera R$ 2,63 na economia e que há uma relação direta entre a desindustrialização e a queda da massa salarial de toda a classe trabalhadora. Fizemos a comparação entre o faturamento e a arrecadação de impostos e tributos da indústria e do agronegócio, lembrando que isso tem impacto direto no financiamento do Estado”, contou o presidente da IndustriALL-Brasil.

 

 

Petrobras

 

 

Também participou da reunião o coordenador geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros), Deyvid Bacelar. Ele destacou o desmonte que vem acontecendo na estatal e criticou o fato de o Brasil importar gasolina quando há capacidade de produção a partir das refinarias nacionais.

 

Fonte: CNM/CUT

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