Sem acordo com a patronal e o município, Sindicato parte para negociações individuais

O SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE CANOAS E NOVA SANTA RITA vem, por meio de nota oficial, esclarecer as ações e medidas adotadas nos últimos dias para conter o avanço das contaminações por COVID-19 (Coronavírus) junto ao município. Também, as tentativas de garantir aos metalúrgicos e metalúrgicas da base as medidas de prevenção e distanciamento social recomendas por órgãos de saúde e vigilância do mundo todo.

 

 

Desde o dia 18 de março, o Sindicato atende a categoria de portas fechadas. A medida, adotada após reunião com a equipe de médicos que atua na entidade, se deu pela consciência de que não seria possível atender casos de contaminação por Coronavírus que chegariam ao ambulatório. Com atuação à margem do Sistema Único de Saúde (SUS), agindo apenas no atendimento básico e sem estrutura ampla para atender casos complexos, o espaço rapidamente se tornaria um centro de contaminações, colocando em risco os funcionários que atuam na sede.

 

 

A partir disso, a direção se colocou à disposição para atender as demandas da categoria, mantendo plantão presencial de diretores na sede durante todo o horário comercial de funcionamento. Junto a isso, manteve ativo os canais de atendimento, inclusive o 0800 que permite ligações gratuitas.

 

 

ORIENTAÇÕES ÀS EMPRESAS

 

 

Em meio ao início da crise, muitas empresas buscaram orientações junto ao Sindicato que, desde o princípio, repassou a necessidade de liberar trabalhadores/as que integram os grupos de risco. Com o agravamento dos contágios no País, as negociações foram intensificadas, principalmente com as empresas que quiseram adotar medidas para paralisar a produção.

 

 

Até o momento, na base de Canoas e Nova Santa Rita, grandes empresas metalúrgicas como a HARMAN, SIEMENS, DONGWON, AGCO, MIDEA CARRIER e MAXIFORJA, assim como outras menores, negociaram junto ao Sindicato medidas como Férias Coletivas e/ou Compensação de Banco de Horas para paralisar as atividades.

 

 

NEGOCIAÇÕES COM A PATRONAL DE CANOAS

 

 

Em paralelo às negociações individuais, o Sindicato esteve negociando com o SIMECAN (sindicato representante das indústrias do município) a possibilidade de uma Convenção Coletiva de Trabalho Extraordinária, que acolhesse as necessidades da categoria neste momento de crise sanitária, e ao mesmo tempo, garantisse as relações e os direitos trabalhistas. No entanto, a proposta apresentada pelos empresários foi insatisfatória, pois objetivou garantias apenas às empresas e à continuidade do trabalho sem qualquer organização ou precaução com o momento. Ainda, considerou a aplicação da Medida Provisória 927, editada pelo Governo Federal no último dia 23, que chegou a cogitar a suspensão dos contratos de trabalho por até 4 meses (artigo revogado no mesmo dia da publicação após pressão popular).

 

NEGOCIAÇÕES COM A PREFEITURA

 

Junto ao Poder Público, o Sindicato também esteve negociando para ampliar à indústria do município as medidas previstas nos decretos do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal. Após alguns diálogos e negativas, a entidade encaminhou ao Secretário de Desenvolvimento Econômico de Canoas, senhor Airton Souza, ofício solicitando um novo decreto que incluísse a categoria metalúrgica da base nas medidas que determinaram o fechamento do comércio, dos shoppings, dos serviços públicos não essenciais e das escolas. Tal medida se deu por entender que uma fiscalização ampla e eficaz nos serviços fabris privados não se faz possível no atual momento, e que, é de responsabilidade do Sindicato buscar medidas que priorizem a saúde. No entanto, até o fechamento desta nota, a prefeitura não remeteu qualquer posição sobre a solicitação.

 

 

E AGORA?

 

 

Por fim, ciente de que as atitudes necessárias e cabíveis foram adotadas e de que, não houve colaboração, compreensão e sensibilidade por parte da patronal e do poder público do município, o Sindicato irá intensificar as negociações individuais com cada empresa para garantir que o máximo de trabalhadores/as da base possam se ausentar dos postos de trabalho e/ou continuem atuando de acordo com as medidas já previstas nos decretos até então publicados (sistema de escalas, revezamento de turnos e alterações de jornadas que reduza o fluxo, contato e aglomeração).

 

 

A entidade reforça a necessidade dos metalúrgicos/as entrarem em contato para informar em qual situação estão atuando no momento. Também, reforça que sejam feitas denúncias sobre a ausência do material de higiene básico (álcool gel, pias e sabonete, toalhas descartáveis) nos locais de trabalho.

 

 

 

Os diretores do Sindicato estarão atentos às denúncias que forem reportadas, assim como todos que atuam em nossos canais de atendimento.

 

 

DDG: 0800 602 4955

Whatsapp: 51 9322.5118

 

 

Fonte: STIMMMEC

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