Secretário da CUT fala sobre reformas e futuro do trabalho na TV Senado

O representante do Brasil na Organização Mundial do Trabalho (OIT), Antônio Lisboa, concedeu entrevista ao programa Agenda Econômica, na TV Senado, na última quarta-feira (22), sobre a condenação do Brasil junto ao organismo internacional pela aprovação de itens da reforma trabalhista, em vigor desde novembro do ano passado, que precarizaram  as relações e as condições de trabalho no país.

 

 

Lisboa também falou sobre o alto nível do desemprego e desalento que atingem mais de 27 milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiras; as perspectivas para o mercado de trabalho no país e o avanço tecnológico que pode substituir trabalhadores e trabalhadoras por robôs e inteligência artificial –  800 milhões de pessoas podem perder o emprego em todo o mundo.

 

 

Lisboa, que também é secretário de Relações Internacionais da CUT, disse sobre a condenação do Brasil na OIT que o país entrou – junto com outros 24 países – na lista suja da organização por dois pontos questionáveis da reforma: o negociado sobre o legislado que reduz direitos, uma vez que a convenção coletiva pode aumentar direitos e não rebaixar; e o  acordo individual entre patrões e empregados, sem a presença do sindicato.

 

 

“Nenhum país do mundo é obrigado a assinar uma convenção da OIT, mas o Brasil ratificou a convenção de 1998 e precisa dar informações à Organização sobre o que está acontecendo. O Brasil tem até o mês de setembro para se explicar”, disse Lisboa.

 

 

Já na questão do alto índice de desemprego no país, o dirigente foi categórico em responsabilizar a reforma Trabalhista que precarizou as relações de trabalho, com retrocessos que remetem o país a níveis de 100 anos atrás, e não criou os empregos prometidos.

 

 

Para Lisboa, o trabalhador precisa entender que a reforma Trabalhista só poderá ser revertida se houver vontade política do governo e dos representantes do Congresso Nacional a serem eleitos, além de uma mobilização popular.

 

 

Confira a entrevista (em vídeo), na íntegra, clicando aqui.

 

Fonte: CUT-RS

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