Rumo à greve geral, centrais convocam trabalhadores para 1º de Maio histórico em defesa da aposentadoria

 

Em resposta ao avanço da tramitação da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) no Congresso Nacional, a CUT e demais centrais sindicais – Força Sindical, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central, CGTB, CSB, UGT e Pública -, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, convocam os trabalhadores e as trabalhadoras a ocuparem as ruas e praças no 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, em defesa da aposentadoria.

 

Nesta terça-feira (23), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, por 49 votos a favor e 18 contra, o parecer do relator da reforma, deputado delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). Os únicos que votam contra o fim do direito à aposentadoria foram os deputados do PT, PC do B, Psol, PSB, Pros, PDT, Avante e Rede.

 

E, pela primeira vez na história, as centrais sindicais brasileiras se uniram em um ato unificado de 1º de Maio, especialmente para lutar contra a reforma da Previdência de Bolsonaro que acaba com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.

 

Durante o ato do Dia Internacional dos Trabalhadores, os sindicalistas vão anunciar os próximos passos da luta para impedir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, que trata das profundas mudanças nas regras da aposentadoria.

 

“As centrais estão construindo a data da greve geral. Por isso, é importante a realização de grandes atos do 1º de maio no Brasil inteiro”, diz o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

 

“É momento de ocupar as ruas com o maior número possível de pessoas para darmos o recado ao governo e aos parlamentares que querem acabar com a nossa aposentadoria”, afirma Sérgio Nobre.

 

15 de maio, Dia Nacional de Luta

 

Ainda como parte da agenda de luta, explica Sérgio, as centrais sindicais já aprovaram a convocação de um Dia Nacional de Luta no dia 15 de maio, quando terá início a greve geral dos professores e professoras.

 

“Vamos demonstrar o nosso total apoio a greve dos professores que está sendo convocada para ocorrer em todo o Brasil a partir do dia 15 de maio. Será uma paralisação de extrema importância para a construção da greve geral da classe trabalhadora brasileira”, afirma o secretário-geral da CUT, ressaltando que os dias 1º e 15 de maio são as prioridades da agenda do próximo mês.

 

1º de maio unificado em todo Brasil

 

O dirigente nacional da CUT explica que, no 1º de Maio, as centrais sindicais e os movimentos sociais irão denunciar o desmonte que o governo pretende fazer com a Previdência pública e solidária e dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras sobre as consequências das privatizações, do aumento do desemprego, da falta de uma política econômica sólida para o país e dos ataques ao direito de organização sindical.

 

“Vamos esclarecer o que é a nefasta reforma da Previdência, mas também iremos conversar com os trabalhadores sobre as graves consequências das medidas adotadas pelo governo de Bolsonaro para economia, os direitos políticos e individuais e para a soberania do Brasil”, diz Sérgio.

 

Rio Grande do Sul

 

Em Porto Alegre, haverá um ato cultural às 15h, junto à Usina do Gasômetro, na Orla do Guaíba. Também serão realizadas manifestações em várias cidades do interior do Rio Grande do Sul, tais como:

 

Caxias do Sul – ato às 14h, nos Pavilhões da Festa da Uva;

 

Bagé – concentração às 14h, na Praça do Coreto, seguida de caminhada pela Avenida 7 de Setembro;

 

Erechim –  concentração às 10h, no Bairro Atlântico;

 

Passo Fundo – ato das 14h às 17h, no Parque da Gare;

 

Pelotas – ato das 14h às 18h com mateada e atividades artísticas na Praça Dom Antônio Zattera

 

Santa Maria –  atividades das 10h às 17h com ato ecumênico, almoço coletivo, apresentações culturais, mateada, lançamento do Comitê Regional contra a Reforma da Previdência e ato público no Alto da Boa Vista, bairro Santa Marta;

 

Ijuí – concentração às 14h seguida de ato na Praça Central;

 

Santa Cruz do Sul – ato das 14h às 17h, na Praça Getúlio Vargas.

 

Fonte: CUT-RS

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