Reforma Trabalhista: metalúrgicos do RS debatem rumos do sindicalismo

Reunião do Conselho dos Sindicatos ocorreu na sede do Sindipolo, em Porto Alegre / Foto: Rita Garrido / STIMMMEC

 

 

Reunidos na sede do Sindipolo, em Porto Alegre, presidentes dos principais sindicatos metalúrgicos do Estado, que integram o Conselho dos Sindicatos da FTMRS, discutiram o cenário atual da luta sindical e as perspectivas para a categoria metalúrgica após a aprovação da Reforma Trabalhista. O encontro ocorreu na manhã dessa terça-feira, 1º de agosto, e contou com a presença dos advogados Lídia Woida e Lauro Magnago, assessores jurídicos da Federação por meio do escritório Woida, Magnago, Skrebsky, Colla & Advogados Associados.

 

 

A Reforma Trabalhista virou lei (nº 13.467/17), sancionada por Michel Temer, e passará a vigorar a partir de 11 de novembro. Diante disso, os presentes deram início a elaboração de uma agenda de ações unificadas de defesa dos direitos dos trabalhadores.

 

 

Advogado Lauro Magnago / Foto: Rita Garrido / STIMMMEC

 

 

Presente no encontro do Coletivo Jurídico do Macrossetor da Indústria da CUT (MSI), realizado no dia 21 de julho em São Paulo, o advogado Lauro Magnago afirmou que o momento pede movimentos de mobilização. Para o coletivo, a reforma fere o Direito Coletivo, o Direito Individual e o Direito Processual, além de quebrar tratados internacionais. Um dossiê com o levantamento destes pontos deve ser encaminhado como denúncia à Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 

 

Entre os dirigentes sindicais há o consenso de organização dentro das fábricas. Paulo Chitolina, presidente dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, frizou que este é o momento de “mostrar aos trabalhadores porque nós somos dirigentes sindicais”. Lírio Segalla, dos metalúrgicos de Porto Alegre, acredito que “não tem receita que não seja a organização no local de trabalho”. Já o Deputado Estadual e ex-presidente da categoria em Canoas e NSRita, Nelsinho Metalúrgico, acredita na necessidade de “se encontrar uma forma de conversar com os trabalhadores, que não seja na porta das fábricas, em cima dos caminhões de som”.

 

 

Paulo Chitolina, presidente dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita / Foto: Rita Garrido / STIMMMEC

 

Encaminhamentos

 

 

Ao todo, mais de 200 dispositivos foram alterados na CLT com a reforma. Sendo assim, a assessoria jurídica da Federação trabalhou em materiais com orientações e posicionamentos sobre os temas mais urgentes.

 

 

Apresentado pela advogada Lídia Woida, o documento abordou pontos como as Comissões de Representação dos Empregados, a Jornada de Trabalho, a Remuneração e o Contrato de Trabalho. “Todos estão neste momento buscando o entendimento destas mudanças”, disse a advogada, ressaltando a importância de reforçar junto aos trabalhadores(as) a necessidade da permanência dos acordos coletivos e junto ao Sindicato.

 

 

Advogada Lídia Woida / Foto: Rita Garrido / STIMMMEC

 

 

No fim do encontro, foi estabelecido um calendário para o desenvolvimento de atividades de entendimento sobre a lei, conscientização dos trabalhadores e ações diretas para assegurar que os metalúrgicos tenham garantias para o exercício de suas atividades de forma digna.

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