Prestação de Contas: ajustes refletem estabilidade nas contas do Sindicato

Como tradicionalmente ocorre nos primeiros meses do ano, o Sindicato apresenta nesta edição sua prestação de contas para a categoria, como uma forma de mostrar a transparência da entidade frente as arrecadações obtidas e os gastos dispensados no ano de 2018. Cabe destacar inicialmente que as mudanças nas relações de trabalho e de representação da categoria, impostas pela aprovação da Lei 13.467/17 em novembro de 2017, exigiram profundos ajustes operacionais na sede e nas ações do sindicato. No entanto, a prestação de contas que se apresenta na sequência comprova o esforço contínuo da direção da entidade em manter e qualificar o atendimento e o auxílio devidos aos trabalhadores e trabalhadoras, ainda que com uma redução significativa na arrecadação.

 

A origem do déficit de R$ 723.349,20 nas contas do Sindicato em 2018 tem como principais fatores: pendência de crédito da última parcela da contribuição assistencial de 2018 no montante de (R$155.088,19), que foi creditada somente em janeiro de 2019, os gastos extraordinários referentes à custas de ações devidas ao Ministério Público do Trabalho (R$ 100.000,00), regularização de licenças para uso de software (R$ 35.000,00) e o saldo da última edição do Baile do Chopp (R$ 28.590,00), realizada em 2017, além de outros custos eventuais que constam do demonstrativo analítico de despesas de 2018.

 

A administração das finanças da entidade no ano de 2018 se deu sem a arrecadação do Imposto Sindical, extinto pela Reforma Trabalhista de 2017. Este valor, descontado sempre no mês de março e referente a um dia de trabalho de cada trabalhador(a) da base por ano, gerava uma média anual de arrecadação de R$ 522.228,65 ao Sindicato (repasse para o Sindicato era de 60% de um dia de trabalho), que retornava à categoria como investimento na estrutura e atendimentos (ambulatório médico, assistência jurídica, auxílio em rescisões, e negociações, além do salão de festas, complexo de lazer do ginásio de esportes e da Colônia de Férias).

 

Administração enxuta

 

Para que os ajustes necessários fossem feitos, os gastos administrativos tiveram leve oscilação, devido a reduções no quadro de funcionários e ao pagamento devido de verbas rescisórias. Para compensar, gastos com serviços gerais e com a direção do Sindicato foram reduzidos de forma significativa. Também, houve redução nos gastos da assistência médica, mesmo com a realização necessária de manutenção e troca de aparelhos para a continuidade de um atendimento de qualidade. No departamento de comunicação, ocorreu e ainda ocorre um esforço amplo do Sindicato de aperfeiçoar a relação com a base utilizando os canais oficiais nas redes sociais (Facebook, Whatsapp e site institucional). Para tanto, a redução na impressão de materiais foi considerável.

 

Colônia de Férias

 

Com a constante manutenção realizada nos últimos anos, a Colônia de Férias da categoria, localizada na praia de Mariluz, manteve-se apta para uso no veraneio de 2017/2018 e no decorrer do último ano. As melhorias que são realizadas desde 2016 incluíram pintura, segurança, renovação dos utensílios dos apartamentos, melhorias na área de camping e principalmente à adequação do ambiente às normas do Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI), foram garantidoras da boa preservação do patrimônio.

 

Um levantamento interno do sindicato, realizado no início de 2018, apontou que somente na época de veraneio, cerca de 650 famílias utilizam a Colônia de Férias da categoria. Ainda, constatou-se uma média de quase 8 mil atendimentos de trabalhadores e trabalhadoras no ambulatório médico da entidade, entre as especialidades de médico do trabalho, clínico geral e dentista. Estes dados comprovam não somente o compromisso da entidade em assegurar auxílio e atendimentos à categoria, mas também a necessidade da base compreender e contribuir para mantermos o sindicato forte, atuante e bem estruturado.

 

Após mais de um ano de aplicações e debates da Reforma Trabalhista, os resultados mostram aumento da subocupação. Ainda que o governo tente mascarar os dados, afirmando que o trabalho informal representa geração de empregos, é sabido que as garantias e os direitos da classe trabalhadora neste formato são inexistentes, refletidos apenas em precarização da mão de obra. Para tanto, a reorganização e o fortalecimento do Sindicato neste momento se fazem indispensáveis.

 

Veja a tabela completa abaixo:

 

Fonte: Rita Garrido – STIMMMEC

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