Paulo Henrique Amorim e Chico de Oliveira, presente!

 

O Brasil perde dois gigantes defensores da democracia. Morreu na madrugada desta quarta-feira (10), no Rio de Janeiro, o jornalista Paulo Henrique Amorim, após um infarto fulminante. Durante a manhã morreu também o sociólogo Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira, conhecido como Chico de Oliveira. Segundo a família, ele residia em São Paulo para o tratamento de uma pneumonia.

 

Oliveira morre aos 85 anos. Bastante conhecido nos movimentos sindical e sociais, ele foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) na década de 1980. Em 2003, ele se filiou ao Partido Socialismo e Liberdade (Psol). Formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco, ele pertenceu aos quadros técnicos do Banco do Nordeste e da Sudene, onde teve importante atuação ao lado do economista brasileiro Celso Furtado.

 

Professor titular aposentado da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), ao longo de sua trajetória sempre defendeu os direitos humanos, recebeu inúmeras homenagens e, com o livro “Crítica à razão dualista/O ornitorrinco, foi ganhador do prêmio Jabuti na categoria Ciências Humanas em 2004.

 

Assim como Oliveira, o jornalista Paulo Henrique Amorim também construiu ampla trajetória, tendo igualmente se posicionado no campo político. Aos 77 anos, atuou em diversos meios de comunicação, entre os quais a Globo e a TV Record, esta que o havia afastado do programa Domingo Espetacular recentemente, após 14 anos à frente desta atração. No jornalismo desde 1961, ele também escrevia para o jornais e revistas brasileiros e chegou a participar de inúmeros debates organizados pela CUT e seus sindicatos.

 

Como criador do blog ‘Conversa Afiada’ fazia críticas ferrenhas ao governo de Jair Bolsonaro e suas propostas de retirada de direitos trabalhistas e sociais, a exemplo da reforma da Previdência. Também se posicionou diante da prisão política de Lula e sobre outros assuntos como a manipulação da grande imprensa comercial e a geopolítica de outros países, como os EUA.

 

Com comentários frequentes em sua página na internet e na rede Youtube, onde já havia alcançado 985.710 pessoas inscritas, seus vídeos chegavam a 500 mil visualizações. Paulo Henrique Amorim foi, certamente, um defensor incansável da democracia, da justiça, da pluralidade das vozes, enfim, um defensor do Brasil.

 

Nos solidarizamos com amigos e família neste momento de dor. A perda de Paulo e de Chico é sentida por nós neste momento em que vivemos um dos maiores retrocessos no país, mas o exemplo deles ficará eternamente gravado em nossas lutas e corações.

 

Fonte: CUT São Paulo

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