Para impedir mais um golpe no trabalhador, CUT conclama todos/as para Greve Nacional

Durante a cerimônia de posse da direção do Sindi­cato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, Claudir Nespolo, presidente da CUT-RS, conclamou todos os presentes para a Greve Nacional do dia 5 de dezembro. A paralização contra a Reforma da Previ­dência e em Defesa dos Direitos será promovida pelas Centrais Sindicais e tem como objetivo impedir que mais uma reforma enganadora do governo de Temer seja aprovada. A PEC 287/2016 será votada no dia se­guinte à paralisação, em 6 de dezembro.

 

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Retirando mais uma vez direitos conquistados ao longo da história da classe trabalhadora e com o falso discurso de que a previdência é cada vez mais defi­citária, o governo já recebeu inúmeras denúncias da Central Única dos Trabalhadores. Trata-se de uma ma­nipulação com os trabalhadores e trabalhadoras que, se aprovada, ocultará o real problema previdenciário no Brasil: o descumprimento do que está previsto na Constituição ao não assegurar os fundos que cabem à Seguridade Social e ao desviar recursos dela para cobrir rombos de outros setores governamentais.

 

Dentre os inúmeros direitos que a Reforma quer extinguir está a obtenção da aposentadoria integral quando a soma do trabalhador/a e o tempo de sua contribuição atingir 95 anos para os homens e 85 para as mulheres. Com a proposta aprovada, os homens só poderão se aposentar quando tiverem alcançado 65 anos de idade; e as mulheres, 62 anos; consideran­do um período de 20 anos de transição. Nestas con­dições, o trabalhador pobre que ingressa muito cedo no mercado de trabalho se aposentará com a mesma idade que o filho do patrão, que só começará a traba­lhar após a conclusão da faculdade. É válido lembrar também que em várias regiões mais carentes do país, as pessoas não chegam aos 65 anos de idade.

 

Também de acordo com a proposta, o benefício da aposentadoria só será concedido aos trabalhadores/as que atingirem 40 anos de contribuição sem ficar ne­nhum período desempregado. Devido a enorme rota­tividade do trabalho e com a Reforma Trabalhista em vigor, isso será no mínimo uma raridade.

 

Não podemos depender da decisão daqueles que não serão atingidos por essa nova reforma. Portanto: No dia 5, vamos pra rua! Defender a aposentadoria é um dever de todos!

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