País tem estados com informalidade acima de 50%. E cresce número de ‘novos’ desempregados

Com taxa de desemprego maior no segundo trimestre, o país também tem algumas unidades da federação com mais da metade dos trabalhadores na informalidade. O desalento aumentou. E dos 12,8 milhões de desempregados, 7,4 milhões procuravam ocupação de um mês a menos de um ano, crescimento de 27,9% em relação a igual período de 2019. Já os que procuravam há mais de dois anos (2,5 milhões) caíram 26,5%. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (28), são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE.

 

Conforme o instituto havia divulgado, no segundo trimestre a taxa média de desemprego foi a 13,3%, com alta tanto na comparação com o primeiro trimestre (12,2%) como em relação a igual período do ano passado (12%). Entre as unidades da federação, as maiores taxas foram apuradas na Bahia (19,9%), Sergipe (19,8%) e Alagoas (17,8%). E as menores, em Santa Catarina (6,9%), Pará (9,1%) e Rio Grande do Sul (9,4%). Ficou em 13,6% no estado de São Paulo, onde se concentram 3,133 milhões de desempregados.

 

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego é maior para mulheres: 14,9%, ante 12% dos homens. Cai a 10,4% entre brancos e aumenta para 17,8% no caso dos pretos e 15,4% para os pardos (classificação usada pelo instituto). E segue sendo maior para jovens de 14 a 17 (42,8%) e 18 a 24 anos (29,7%).

 

Subutilização e desalento
A chamada taxa de subutilização da força de trabalho (que inclui desempregados e pessoas que poderiam estar trabalhando mais) foi de 29,1% na média, mas chegou a 47,8% no Piauí e a 46,4% em Alagoas. Já as menores foram as de Santa Catarina (13,8%), Paraná (19,3%) e Mato Grosso (19,8%).

 

Dos 5,6 milhões de desalentados – pessoas que desistiram de procurar trabalho –, 849 mil estavam na Bahia. O percentual de desalentados em relação à força de trabalho foi de 5,6%, subindo a 21,6% no Maranhão e a 20,7% em Alagoas. E caindo a 1,4% em Santa Catarina e 1,2% no Distrito Federal.

 

Informalidade

 
Quase quatro de cada 10 trabalhadores brasileiros são informais. A taxa de informalidade, no segundo trimestre, era de 36,9% dos ocupados. Mas quatro estados ficam acima de 50%: Pará (56,4%), Maranhão (55,6%), Amazonas (55%) e Piauí (53,6%). Segundo o IBGE, as menores são as de Santa Catarina (25,8%), Distrito Federal (26%) e São Paulo (28,6%).

 

Outros 26% dos ocupados trabalhavam por conta própria. O índice é mais alto no Amapá (36,7%), Paraíba (34,2%) e Pará (32,9%). E menor no Distrito Federal (19,1%), São Paulo (22,3%) e Santa Catarina (23,6%).

 

Covid-19

 
O IBGE informou ainda que 5,7% estavam afastados do trabalho na primeira semana de agosto. Essa proporção caiu em relação à última semana de julho (7,1%) e, principalmente, na comparação com a primeira semana da pesquisa, de 3 a 9 de maio (19,8%).

 

A população ocupada foi estimada em 81,6 milhões, praticamente estável em relação à quarta semana de julho (81,2 milhões) e com queda ante o início de maio (83,9 milhões). Os ocupados e não afastados do serviço eram 74,7 milhões. Desse total, 8,6 milhões trabalhavam remotamente.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

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