Movimentos contrários às privatizações crescem no país

Sob a alegação de reduzir gastos e fazer caixa com a venda de estatais, o governo ilegítimo de Temer tem anunciado seu desejo em vender ou conceder à iniciativa privada, empresas públicas do país. Este processo, conhecido como privatização, é amplamente criticado por especialistas da área, principalmente porque carrega o falso e apelativo discurso da redução de preços.Petrobras

 

No pacote, 57 empresas públicas, 14 aeroportos, terminais portuários, hidrelétricas, rodovias, loterias da Caixa Econômica Federal, entre outras. Em destaque nos noticiários, a Eletrobrás, coordenadora das empresas do setor elétrico do país; a Casa da Moeda, responsável pela impressão de dinheiro e passaportes; e a Petrobrás, empresa que opera no ramo de energia, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados, sendo a 28ª maior empresa do mundo por receita.

 

Para especialistas, além do discurso de redução de preços, que posteriormente será substituído por um jeito de legitimar a permanência ou até mesmo o aumento de valores, entregar empresas estatais ao capital estrangeiro é um desrespeito a todo o processo de urbanização e industrialização do país. “Foram os grandes instrumentos que permitiram transformar o Brasil, que era um país eminentemente rural, num Brasil urbano e industrial”, afirmou o professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), Ildo Sauer, para uma entrevista à TVT.

 

Diante dos anúncios, Deputados e Senadores que compõem a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional iniciaram a ampliação do movimento e das mobilizações em diversas localidades do país. A Frente pretende elaborar uma declaração pública em defesa da realização de um plebiscito revogatório para que a população possa afirmar se concorda ou não com as propostas que têm sido feitas pelo Executivo contra o patrimônio nacional.

 

Para a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, defender o patrimô nio público é, e sempre foi, uma das bandeiras de luta da categoria. “Privatizar estatais é o mesmo que acabar com décadas de trabalho e construção de estrutura da classe trabalhadora brasileira, sem contar a desvalorização e a precarização da mão de obra dos trabalhadores”, afirmou o presidente Paulo Chitolina.

 

Só a resistência da classe trabalhadora e dos setores organizados da sociedade será capaz de defender o Estado desse desmonte que o golpe impôs ao povo. O que está em xeque é a soberania nacional, o futuro das próximas gerações de brasileiros. Temos o dever de impedir os crimes de lesa-pátria* do desgoverno Temer.

 

*Lesa-pátria: qualquer aliança política, traiçoeira, que cause prejuízos ao país.

 

Fonte: STIMMMEC

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