Metalúrgicos da CUT discutem Futuro da Organização Sindical no Brasil

No último dia 29, dirigentes dos sindicatos e federações da CNM/CUT realizaram uma plenária nacional e debateram sobre desafios e oportunidades para organizar trabalhadores. A socióloga do Dieese, Adriana Marcolino, o Deputado Federal pelo PT de Pernambuco e ex-presidente da CUT no estado, Carlos Veras e a secretária de Organização e Política Sindical da CUT também participaram dos debates.

 

O debate sobre Futuro da Organização Sindical no Brasil e teve como objetivo debater os ataques sofridos pelo movimento sindical, as perspectivas, entraves e desafios para o Movimento com a Reforma Sindical, as mudanças necessárias em relação a prática, a estrutura e a organização sindical para recuperar o grau de influência e de representatividade junto aos trabalhadores e trabalhadoras.

 

Os dirigentes sindicais relataram alguns pontos reflexivos e de orientação no debate:

 

• É necessário ultrapassar o conceito de categoria profissional e representar a classe que vive do trabalho e não apenas os sindicalizados (as). Com a quebra da unicidade sindical e diante da pulverização de novas categorias:

 

– É preciso caminhar na perspectiva de fazer fusões entre as nossas entidades, aumentando a capacidade de atuação e de sustentação financeira;

 

• A bancada de representantes dos (as) trabalhadores (as) no Congresso está diminuindo. As eleições municipais serão estratégicas, pois são nos municípios que a luta de classes se materializa:

 

– É fundamental apoiar e pautar as candidaturas de sindicalistas nos nossos municípios;

 

– Há necessidade de politizar o movimento sindical, desmistificar essa ideia de o sindicato não deve ser um ator que influencia e participe da política representativa;

 

– É importante estar inserido (a) enquanto movimento na disputa por políticas públicas no que tange a disputa pela renda;

 

– Os sindicalistas precisam star inseridos (as) nos nossos bairros e comunidades, atentos (as) as demandas por políticas públicas;

 

• Os (as) cerca de 30 milhões de trabalhadores (as) com carteira de trabalho em sua imensa maioria não são sindicalizados (as) e por isso que é preciso intensificar Campanhas de Sindicalização;

 

• Os Sindicatos precisam organizar os (as) desempregados (as) e os trabalhadores (as) informais e ou com contratações precárias, sindicatos com maior nível de agregação;

 

• E precisa enfrentar a sub representação histórica de mulheres, juventude, negros e negras, LGBTQIA+, defendendo e perseguindo as políticas afirmativas, ceder espaço para novas vozes;

 

• Sobre a OLT, precisa considerar na nossa agenda a inclusão do espaço da casa ‘home office’, como referência para as nossas negociações. Isso inclui pensar questões que envolvem as políticas públicas, questões de moradia, transporte;

 

. Os sindicatos precisam ir para o local de moradia, se aproximando dos trabalhadores além do local de trabalho, no seu local de convívio social;

 

. A CNMCUT intensificará o conhecimento digital, e fará a primeira turma em redes sociais, com a participação de 32 dirigentes em plataforma digital;

 

. É necessário buscar se aproximar dos trabalhadores em aplicativos, oferecendo os sindicatos como ponto de apoios, dialogando com eles as suas necessidades, aproximando os sindicatos como ferramenta para melhorar a qualidade do trabalho;

 

Fonte: CNM/CUT

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