MAXIFORJA: trabalhadores decretam ESTADO DE GREVE contra alterações na jornada de trabalho e impasses no PMR

A manhã desta sexta-feira (30) foi de encaminhamentos para os trabalhadores da Maxiforja, em Canoas. Em frente à fábrica, o Sindicato organizou uma assembleia para deliberar ESTADO DE GREVE, visto que a empresa vem realizando acordos individuais para alterar as jornadas de trabalho, e também, tem gerado impasses nas negociações do PMR (Programa Maxi Resultados). Para a próxima semana, uma reunião convocada pela empresa está agendada, no entanto, o recado dos trabalhadores foi dado: “se não tiver avanço para a resolução dos problemas, é braços cruzados e produção parada”, afirmou Antonio Munari, dirigente que conduziu a assembleia.

 

 

Em meio à pandemia da COVID-19, o Sindicato manteve diálogo com as empresas e buscou negociações equilibradas, visando a renda e o bem-estar dos trabalhadores, mas também a garantia dos empregos. Na Maxiforja, a aplicação da MP 936 – hoje Lei 14.020/20 – se deu de forma coletiva, com negociação e supervisão do Sindicato, e com a garantia de que na retomada ao trabalho, qualquer alteração necessária nas jornadas de trabalho seriam negociadas com a entidade. Pois bem, não foi o que ocorreu.

 

 

Sem qualquer diálogo com os representantes dos trabalhadores, as jornadas de trabalho começaram a ser alteradas – via acordos individuais – do modelo 5×2 para o modelo 6×1. Tal mudança exige o trabalho aos sábados, o que gera maior exposição do trabalhador à pandemia. Anterior a esta medida, a empresa já havia enfrentado problemas em relação às adequações das refeições, quando trocou o almoço por lanche, para evitar aglomerações no refeitório, mas não disponibilizou local adequado para o intervalo, fazendo com que os trabalhadores se alimentassem ao lado das máquinas. Nesta situação, foi necessária intervenção do Sindicato, além de uma denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT/RS) por parte dos trabalhadores.

 

 

PMR sem transparência

 

 

A comissão eleita pelos trabalhadores para negociar o PMR também denuncia que a empresa quer estabelecer, de forma arbitrária, um acordo sem negociação entre as partes. Com isso, vem gerando impasses nas tentativas de negociação e agindo sem transparência quanto à divulgação dos resultados. Ainda, ocorre a tentativa de desconstituir a comissão, visto que a empresa já tentou tratativas diretas com o Sindicato, que reforçou a posição de não se sobrepor à comissão eleita.

 

 

Articulação com metalúrgicos do ABC

 

 

Para reforçar a luta dos trabalhadores, a entidade encaminhou um comunicado ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para construir uma articulação junto aos SURs (Sistema Único de Representação) da Scania e da Mercedes-Benz, empresas que são clientes da Maxiforja em São Paulo, na região do Grande ABC. O objetivo é deixar os companheiros das empresas paulistas cientes que os trabalhadores do sul estão enfrentando dificuldades e, se necessário for, articular uma grande mobilização entre estados para paralisar as produções.

 

 

“Os companheiros do ABC estão avisados e já confirmaram apoio à nossa mobilização. Estão sabendo do descaso da Maxiforja com os trabalhadores e das muitas tentativas do Sindicato em negociar e buscar uma solução. Então, se não tiver avanço, se a intransigência continuar, todo mundo sabe o que vai acontecer”, afirmou o presidente do Sindicato, Paulo Chitolina.

 

Fonte: STIMMMEC

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