Maxiforja: Insalubridade gera problemas na fábrica

Segundo o art. 189 da Consolidação das Leis do Trabalho (a CLT), é considerado trabalho insalubre aquele que, por sua natureza, condições ou métodos, exponha os empregados a agentes nocivos à saúde. Por isso, é garantido aos trabalhadores e trabalhadoras um adicional com base no salário mínimo de cada região e no grau de insalubridade da atividade exercida – podendo ser de 10%, 20%, 40% sobre o salário base.

 

No entanto, os trabalhadores(as) da Maxiforja Canoas – uma das maiores forjarias do Brasil – enfrentam um grave problema: a estranha atitude de seus patrões em promovê-los na condição de que abram mão do adicional de insalubridade. “Há uma discordância quase impossível de ouvirmos de médicos do trabalho que fazem essa análise, e nem podemos aceitar pelo prejuízo causado à saúde do trabalhador”, afirmou Antonio Munari, secretário do Sindicato, durante assembleia realizada no dia 29 de março em frente à empresa.

 

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Durante o ato, o uniforme impregnado de óleo, graxa e outros agentes nocivos dos trabalhadores da forjaria já indicava o trabalho insalubre. Os Equipamentos de Proteção Individual – os EPI’s – auxiliam na redução de riscos ambientais do ambiente de trabalho e promove a integridade do indivíduo contra possíveis acidentes e doenças. Mas eles não garantem total proteção. “Quantos trabalhadores saem daqui de dentro, após uma longa jornada de trabalho para aproveitar pouquíssimos anos de aposentadoria?”, questionou Munari.

 

O presidente da entidade, Paulo Chitolina, declarou que negocia com a Maxiforja a possibilidade de um perito de segurança, da confiança do Sindicato, avaliar laudos apresentados pela empresa e então, se necessário, gerar um passivo trabalhista.

 

PMR

 

Outra questão apontada na assembleia da última semana foi a longa negociação do Programa Maxi Resultados (PMR). Desde o ano passado, os dirigentes do Sindicato e a comissão dos trabalhadores tentavam melhorar a proposta apresentada pela empresa, que se demonstrava resistente às alterações.

 

A Maxiforja apresentou uma oferta no dia 28 de março e nesta quarta-feira (04) ocorrerá a votação dos trabalhadores e trabalhadoras da empresa juntamente com a comissão. Leandro Freitas, dirigente do Sindicato, lembrou a importância da presença de todos e da consciência de cada trabalhador na hora da votação.

 

Outros problemas

 

Apesar da empresa ter crescido muito nos últimos anos – estima-se que o número de funcionários(as) cresceu 25% em 2017 – e cada vez mais almejar o rendimento da produção, a retirada de benefícios e a falta de investimento em melhores condições de trabalho e no bem estar, como na ampliação do vestiário e na climatização do refeitório, têm gerado indignação aos trabalhadores(as).

 

O Sindicato também ouviu muitos funcionários(as) do turno da noite da Maxiforja lamentando a perda do feriado do último dia 30, data da sexta-feira santa. A entidade tentou negociar com os responsáveis do setor patronal da fábrica, que só aceitariam conceder folga a todos se trocassem pelo dia 21 de abril, dia que também é feriado e que se celebra Tiradentes.

 

Veja fotos abaixo:

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