Maxiforja: correria com visita do Cerest e negociações da PMR trancadas

 

 

No último dia 24 de maio, o Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest) esteve realizando perícia na Maxiforja, em Canoas. Na ocasião, aparentemente sem aviso prévio, alguns setores da empresa paralisaram as atividades, o que chamou a atenção dos dirigentes sindicais da fábrica. Em um momento em que a empresa defende estar atuando dentro das normas previstas pela NR15 (Atividades e Operações Insalubres), por que os setores de Forjamento, de Lavagem de Ferramentas e Matrizes, de Solda, de Cargas do Carrinho de Usinagem e algumas atividades de Tratamento Térmico e Acabamento pararam? Há mais de um mês o Sindicato reivindica o pagamento de adicional insalubridade aos trabalhadores(as) da empresa e enfrenta uma negativa, baseada em uma perícia encomendada pela mesma. Afinal, o que a Maxiforja tinha a esconder dos peritos do Cerest?

 

 

Em relação à PMR, a comissão que representa os trabalhadores informa que as negociações estão trancadas. Apesar das metas já terem sido aprovadas em assembleia, os representantes da empresa relutam em negociar as cláusulas do acordo, que englobam avanços em quatro pontos: pedidos de demissão e os ganhos proporcionais; investimento final dos valores de PMR não requeridos pelos trabalhadores(as) demitidos; casos de falecimento do(a) trabalhador(a) e faltas justificadas com atestado médico. Para a comissão, o fechamento do acordo passa pelo debate destes pontos, que visam garantias aos trabalhadores(as).

 

 

Por fim, o Sindicato denuncia o cerão realizado no sábado, dia 26 de maio, quando no refeitório a comida foi reduzida. Segundo relatos dos trabalhadores, muitos comeram apenas polenta. O aviso fixado na cozinha da empresa informou que o abastecimento foi comprometido, provavelmente pela greve dos caminhoneiros. No entanto, o Sindicato entende que pela saúde dos trabalhadores(as) e frente a consciência da empresa sobre o problema de abastecimento alimentício, os turnos deveriam ser liberados. Os dirigentes da fábrica estão atentos a novos casos e denúncias deste tipo.

 

 

AGCO: Empresa também foi fiscalizada pelo Cerest

 

 

A AGCO, metalúrgica de Canoas, também foi fiscalizada pelo Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest). Na empresa, não houve paralisação das atividades como ocorreu na Maxiforja, mas segundo dirigentes, muitos trabalhadores e trabalhadoras se deslocaram para prestar informações aos fiscais referentes às condições de trabalho e fornecer os documentos solicitados.

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