Manifestantes distribuem laranjas em Brasília contra Reforma da Previdência e Caixa 2

 

Sindicalistas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Distrito Federal realizaram na última quarta-feira (20) um protesto contra a reforma da Previdência encaminhada pelo governo Bolsonaro ao Congresso. A manifestação ocorreu na Rodoviária de Brasília, ponto central do Plano Piloto.

 

Sob uma faixa na qual se lia “Laranjal do Bolsonaro: Pague com sua aposentadoria”, em referência aos escândalos de corrupção que marcam integrantes do governo ou políticos próximos, os manifestantes distribuíram laranjas aos passantes.

 

Rodrigo Rodrigues, secretário-geral da entidade, explicou que a atividade fez parte do Dia Nacional de Luta Contra a Reforma da Previdência, fruto de um “acordo entre todas centrais” sindicais.

 

“Essa reforma é uma tentativa de privatizar a Previdência e retirar direitos dos trabalhadores, entregando a aposentadoria à iniciativa privada através de poupanças individuais”, afirmou.

 

O sindicalista rejeita o argumento utilizado pela equipe econômica do governo que afirma que a Previdência é deficitária – ou seja, que gasta mais do que arrecada –, lembrando que uma CPI da Previdência no Congresso apontou que o o saldo geral da Seguridade Social é positivo. Para Rodrigues, a alternativa passa pela retomada do desenvolvimento econômico com geração de empregos.

 

“Defendemos uma Previdência pública e solidária. A Previdência pública é um instrumento de [promoção da igualdade] e de justiça social. Precisamos cobrar das empresas que sonegam a Previdência. Se há um déficit, ele é da empresas que sonegam”, apontou.

 

Jânio Gonçalves, 40 anos e desempregado, foi um dos transeuntes que recebeu uma laranja. Além da fruta, recebeu bem a mensagem dos manifestantes.

 

“Eu acho que está tudo errado. O brasileiro trabalha esse tempo todo e para mudar dessa forma não tem condição. Teria que ser uma coisa para beneficiar o trabalhador”, disse.

 

Por se tratar de Proposta Emenda Constitucional, a reforma de Previdência tem de ser aprovada em dois turnos com três quintos de cada casa parlamentar.

 

Fonte: Rafael Tatemoto – Brasil de Fato

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