Madef: Sindicato e trabalhadores se mobilizam para acelerar pagamento das verbas rescisórias

Na manhã desta quarta-feira (07), o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita realizou uma conversa com os trabalhadores da Madef que ainda aguardam o acerto de contas da empresa. A tentativa de solução agora se deu através da elaboração de um termo de compromisso, firmado entre as partes interessadas, que visa a desistência da impugnação do leilão, posta pela Madef, assim que o cálculo final dos processos for estabelecido, conforme prazo determinado.

 

 

Em um primeiro momento, uma reunião entre o Sindicato, trabalhadores e representantes do RH da Madef debateu alternativas para a conclusão dos pagamentos das verbas rescisórias e outros processos. Estima-se a existência de cerca de 460 processos, sendo pertencentes a mais de 230 trabalhadores. Paulo Chitolina, presidente do Sindicato, afirmou que o que atrasa o procedimento é a difícil conclusão do cálculo de montante das verbas: “Os advogados do Sindicato têm 90% dos processos dos trabalhadores; os outros, com advogados particulares, ainda não terminaram a composição dos valores”.

 

 

Logo que o leilão da empresa foi homologado na Justiça Federal, em dezembro do ano passado, consolidando a compra do patrimônio, o Sindicato solicitou à Justiça do Trabalho que a primeira parte do pagamento fosse destinada à quitação das verbas rescisórias. Isso porque somente as rescisões de contrato custam quase metade do dinheiro concedido pelo leilão. Já nessa época, a juíza admitiu a possibilidade de não haver deságio (redução de valores) nas rescisões de contrato, e sim nos outros processos.

 

 

Na terça-feira (6), a Madef entrou com o pedido de impugnação do leilão, ou seja, que a conclusão do processo seja adiada para a análise de seu conteúdo. Para evitar mais adiamentos, o Sindicato pressionou a empresa, e consequentemente os advogados terceiros que também estão à frente de processos e ainda não fecharam a composição dos mesmos. “A partir do momento em que colocarmos a conta dentro da verba disponível, a empresa desiste da impugnação e apresentaremos o montante à juíza do Trabalho para seguir o trâmite normalmente. Então, construímos o documento dando um prazo até dia 26 de fevereiro.”, concluiu Chitolina. As dívidas deverão ser pagas mensalmente em até 48 vezes, conforme despacho da Justiça Federal.

 

 

Durante a mobilização, os trabalhadores que estão na ativa também participaram da atividade, que se estendeu até o fim da manhã. Na sequência, em decisão unânime, ficou decidido que não voltariam ao trabalho no dia de hoje.

 

 

Fonte: STIMMMEC

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