GREVE GERAL: adesão deve ser consciente e espontânea

Nesta sexta-feira (14), em todo o Brasil, trabalhadores e trabalhadoras devem se mobilizar pela construção de uma GREVE GERAL. E um movimento grevista, ressaltamos, não é determinado pela convocação, mas sim, pela adesão, que se colocada na balança para medir prós e contras, certamente, no atual momento político do país, penderá para um lado positivo à classe trabalhadora. Cruzar os braços e paralisar a produção e os serviços que tocam o nosso cotidiano, ainda que isso resulte em um dia de ganhos econômicos perdido, é uma forma legítima de demonstrar insatisfação com as políticas que são determinantes em nossa vida. Se não isso, quais as nossas possibilidades de atuação?

 

Em Canoas, sindicatos de trabalhadores, movimentos sociais e populares, e estudantes trabalham para agregar e construir o movimento desta sexta-feira. Pela primeira vez, os esforços estão unificados e o objetivo é barrar o avanço de uma onda política de retrocessos nas mais diversas áreas da sociedade, das quais se destacam os cortes na educação pública e nos direitos trabalhistas, além da tentativa de acabar com o sistema previdenciário. E para a construção desta pauta, nada de interesse político ou motivação ideológica. Foi preciso considerar os dados.

 

Somamos mais de 13 milhões de desempregados em um país que caminha a passos largos na exploração da classe trabalhadora via precarização dos contratos de trabalho e dos direitos trabalhistas. São R$ 7,4 bilhões de reais que o governo quer deixar de repassar ao Ministério da Educação, o que representa redução drástica em investimentos no ensino público. Quase 65% dos benefícios pagos pela Previdência Social representam apenas um salário mínimo, no país que assiste todos os dias no noticiário que o sistema previdenciário está falindo e que é preciso reformar a Previdência e acabar com os privilégios. Que escolha temos além de cruzar os braços e negar a força de trabalho que move o país?

 

A orientação do Sindicato à categoria metalúrgica de Canoas e Nova Santa Rita é pela adesão consciente e espontânea, independente dos movimentos travados pela militância ativa. Nada limita ou intimida os trabalhadores quando há consciência de que a construção social e o andamento da sociedade estão diretamente ligados à força de trabalho das pessoas. Não somos uma massa subalterna, pelo contrário, somos a massa pulsante e ativa. O momento político atual pede um levante popular a altura, sem medo de reivindicar suas insatisfações, tão pouco preocupado com as consequências de um dia de paralisação. A militância é pelos anseios individuais, que somados, se tornam coletivos. O interesse é comum.

 

Fonte: STIMMMEC

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