Estudo aponta que brasileiro discorda dos princípios de meritocracia frente às desigualdades do país

Foi realizado um estudo na parceria entre a Oxfam Brasil e o Instituto Datafolha sobre como é a percepção de brasileiros e brasileiras perante as desigualdades no país. Realizada com 2025 pessoas no mês de agosto de 2017, a pesquisa aborda temas como renda, desigualdade, meritocracia, racismo e distinção de gênero. As informações são do portal Sul21.

 

Em uma escala de 0 a 100 (0 com menor renda, 100 com maior), 88% das pessoas que responderam pertencem a faixa entre 25-50, enquanto apenas 2% estão inseridas em 75-100. Já, 88% dos entrevistados e entrevistadas acreditam que pertencem à metade mais pobre do país, enquanto 47% acham que ter uma renda superior a 20 mil reais é o suficiente para compor o grupo dos 10% mais ricos do país. Ainda, a maioria (79%) dos participantes acha que o Estado precisa intervir para reduzir as diferenças entre ricos e pobres.

 

Quando perguntados sobre o que é desigualdade, a maior parte das pessoas que participaram falaram sobre a distribuição de renda (39%), seguida pela resposta “não sabe”, que obteve 15%. Itens como carência de recursos e serviços, ação do governo e políticos e discriminação racial também foram lembrados em menor proporção.

 

Maior parte da população não acredita que o esforço individual é suficiente para combater as diferenças de classe

 

Falando sobre “meritocracia”, foram feitas duas afirmações que revelam que a população brasileira acredita que as desigualdades não dependem apenas do esforço individual. São elas:

 

“No Brasil, uma pessoa de família pobre e que trabalha muito tem a mesma chance de ter uma vida bem-sucedida que uma pessoa nascida rica e que também trabalha muito”.

 “No Brasil, uma criança de família pobre que consegue estudar tem a mesma chance de ter uma vida bem-sucedida que uma criança nascida em uma família rica”.

 

Em ambas, a opção “discorda totalmente” obteve mais votos, com 47% e 41%, respectivamente. Em seguida, vem “concorda totalmente” com 23% e 28%.

 

Tratando de racismo, as respostas foram mais equilibradas. Contudo, 39% dos entrevistados discordam da frase “negros ganham menos que brancos no mercado de trabalho pelo fato de serem negros”, enquanto 34% concordam com a afirmação. Já discriminação por gênero, a maioria (44%) concorda que “mulheres ganham menos que homens no mercado de trabalho pelo fato de serem mulheres”, embora 31% discordem totalmente.

 

A pesquisa completa pode ser lida clicando aqui.

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