“Enfrentamento em 2018 vai ser tão duro quanto foi até o momento”, afirma senador Paim em almoço com lideranças sindicais

Mais de 70 lideranças de diversas centrais sindicais, federações de trabalhadores e movimentos sociais se reuniram na manhã desta quarta-feira (20) no escritório político do senador Paulo Paim (PT-RS), em Canoas, para o lançamento da cartilha sobre a CPI da Previdência. Trata-se de um documento com os resultados da Comissão Parlamentar de Inquérito realizada este ano e presidida por Paim.

 

“A CPI da Previdência constatou que o problema é de gestão, de administração, e o que precisa ser feito é a cobrança aos grandes devedores, acabando com a sonegação e a roubalheira. A Previdência é superavitária e essa reforma só impede o brasileiro de se aposentar”, afirmou o senador.

 

Paim fez uma breve análise da conjuntura política atual, que além de ter aprovado a Reforma Trabalhista, tem saqueado cada vez mais os direitos de trabalhadores e trabalhadoras. “É tanta covardia deles que além desse projeto que faz o trabalhador rural não receber mais nada além de uma lona, chão de pau a pique e um prato de comida, agora querem acabar com as cotas de emprego para pessoas com deficiência. Pode parecer pouco, mas são mais de um milhão de pessoas que estão trabalhando”, declarou Paim.

 

Além de homenagear o povo argentino por sua ampla luta contra a aprovação da Reforma da Previdência, o senador revelou algumas atividades que serão realizadas em 2018, como o grande debate na Comissão de Direitos Humanos contra a Reforma da Previdência, no dia 5 de fevereiro; e o encontro nacional da Frente Ampla pelo Brasil, no dia 24 de fevereiro.

 

Ao falar das eleições do ano que vem, o parlamentar relembrou a importância da unidade da classe trabalhadora. “Quero ver em 2018, ano eleitoral, deputados e senadores pedirem votos de casa em casa, de rua em rua, de universidade em universidade, em local de trabalho, dizendo: me eleja que em 2018 vou acabar com a tua previdência”, concluiu Paim.

 

Mobilização no dia 24 de janeiro

 

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, destacou a importância da cartilha e convocou a todos e todas para a mobilização do dia 24 de janeiro em Porto Alegre, quando acorrerá o julgamento do ex-presidente Lula pelo Tribunal Refional Federal (TRF 4).

 

“Defender o Lula é defender a democracia” afirmou Nespolo e lembrou que no dia 28 de abril de 2017 as centrais sindicais unidas “fizeram a maior greve geral da história do Brasil”. Para ele, as palavras de ordem para 2018 são: “coragem, ousadia e firmeza para irmos para cima deles”.
Dirigentes de outras centrais também salientaram a necessidade de que seja mantida a unidade e a resistência contra as reformas e os ataques sistemáticos do governo Temer.

 

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