Empresários, militares e uma única mulher: os governadores que venceram o 2º turno

O segundo turno das eleições neste domingo (28) definiu o nome de governadores de 13 estados e do Distrito Federal. Entre eles, estão os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

 

Além disso, o Rio Grande do Norte elegeu a única mulher governadora em 2018, a senadora Fátima Bezerra (PT). Confira abaixo o perfil dos governadores eleitos.

 

 

AMAPÁ

 

O Amapá reelegeu o governador Waldez Góes (PDT). Waldez obteve 52,37% na disputa contra o ex-governador João Capiberibe (PSB), que teve 47,65%.

 

Natural de Gurupá, Waldez tem 57 anos. Ex-deputado estadual, ele já foi governador do Amapá por duas vezes. Em 2010, logo depois de deixar o cargo para concorrer ao Senado, foi preso pela Polícia Federal, acusado de desviar recursos públicos.

 

No ano passado, foi inocentado pelo Superior Tribunal de Justiça, que entendeu não haver provas suficientes contra ele.

 

AMAZONAS

 

Wilson Lima (PSC) venceu o pleito no Amazonas contra o atual governador do estado Amazonino Mendes (PDT). Lima obteve 58,62% dos votos válidos, enquanto Mendes alcançou 41,38%.

 

No primeiro turno, o candidato do PSC surpreendeu e ficou à frente do atual governador Amazonino Mendes (PDT) e do ex-governador Omar Aziz (PSD). Teve 33,73% dos votos. Lima é jornalista e apresentador de televisão.

 

Até junho deste ano, comandava o programa popular Alô Amazonas, na TV A Crítica de Manaus. Era filiado ao PR, mas deixou o partido quando este se aliou ao MDB do senador Eduardo Braga, ex-ministro de Minas e Energia.

 

DISTRITO FEDERAL

 

No Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) venceu o atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Ibaneis teve 69,79% dos votos válidos e Rollemberg, 30,21%.

 

Advogado, Ibaneis Rocha foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal.

 

Tornou-se conhecido ao defender um dos jovens condenados por atear fogo no índio Galdino, que dormia em uma parada de ônibus, em Brasília, em abril de 1997. É acusado de superfaturar honorários em ação da prefeitura de Jacobina (BA).

 

Rocha declarou patrimônio de R$ 93 milhões, uma fortuna de cinco vezes maior que a dos demais candidatos no DF juntos.

 

MATO GROSSO DO SUL

 

Em disputa apertada, Reinaldo Azambuja (PSDB) foi reeleito e venceu o juiz Odilon de Oliveira (PDT). O tucano teve 52,35% dos votos válidos, contra 47,65% do oponente do PDT.

 

Azambuja, de 55 anos, começou sua carreira política como prefeito de Maracaju, por dois mandatos consecutivos. Antes de chegar ao governo do estado, nas eleições de 2014, elegeu-se deputado estadual e federal.

 

O governador foi citado na delação do empresário Wesley Batista, da JBS. Ele teria recebido R$ 45,6 milhões em propina, denúncia que está sob investigação no Superior Tribunal de Justiça.

 

MINAS GERAIS

 

O estado de Minas Gerais elegeu Romeu Zema (Novo) com 71,80% dos votos válidos. Seu oponente, o tucano Antonio Anastasia alcançou 28,20% do eleitorado.

 

Zema, de 53 anos, é o primeiro governador pelo Partido Novo, sigla que iniciou a disputa nas eleições nacionais neste ano.

 

Embora não se considere político, ele foi filiado ao PR de dezembro de 1999 a janeiro de 2018, quando aderiu ao partido Novo, para concorrer a governador de Minas Gerais.

 

O governador eleito é empresário e integrou o Grupo Zema por 30 anos, com um conjunto de empresas nas áreas de venda de automóveis e autopeças, postos de gasolina, moda, eletrodomésticos, eletrônicos, consórcio e finanças.

 

PARÁ

 

No Pará, Helder Barbalho (MDB) foi eleito com 55,43%, na segunda vez que disputou o cargo no estado. Ele disputou contra Márcio Miranda (DEM), que recebeu 44,57% dos votos do eleitorado.

 

Barbalho, de 39 anos, é filho do senador Jader Barbalho (MDB) e da deputada federal Elcione Barbalho (MDB).

 

Formado em Administração, Helder foi ministro da Pesca e Aquicultura, ministro-chefe da Secretaria de Nacional dos Portos e ministro da Integração Nacional. Nacional. Também foi vereador em Ananindeua (2001-2002) e deputado estadual (2003-2004). Em 2005, tornou-se prefeito de Ananindeua aos 25 anos e foi reeleito.

 

RIO DE JANEIRO

 

No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, o novato Wilson Witzel (PSC) venceu com 59,87% dos votos válidos. O seu concorrente, Eduardo Paes (DEM), alcançou 40,13%.

 

Esta é foi a primeira disputa eleitoral de Witzel, de 50 anos. Filiou-se ao PSC no início deste ano para concorrer a governador do Rio de Janeiro. É fuzileiro naval reformado e foi juiz federal nas áreas criminal e civil por 17 anos, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. Como juiz atuou em varas cíveis e criminais, no Rio de Janeiro e em Vitória (ES).

 

RIO GRANDE DO NORTE

 

O estado foi o único a eleger um mulher como governadora em 2018. A senadora Fátima Bezerra (PT) venceu no Rio Grande do Norte com 57,60% dos votos válidos. Seu adversário Carlos Eduardo Alves (PDT) obteve 42,40%.

 

Natural da Paraíba, Bezerra, de 63 anos, é pedagoga e filiada ao PT desde 1981. Foi deputada estadual por dois mandatos seguidos (1995-1998 e 1999-2002) e deputada federal em 2003, também por dois mandatos. Desde 2015, é senadora por seu estado.

 

Atua na área de direitos humanos, meio ambiente e na defesa dos direitos dos trabalhadores e das mulheres.

 

RIO GRANDE DO SUL

 

O tucano Eduardo Leite (PSDB) venceu a disputa com 53,62% dos votos válidos, contra 46,38% de José Ivo Sartori (MDB).

 

Com 33 anos, ele é o governador mais jovem do estado desde a redemocratização. Disputou sua primeira eleição aos 19 anos. Em 2012, venceu a disputa para a Prefeitura de Pelotas, onde exerceu mandato até 2016.

 

RONDÔNIA

 

Em Rondônia, o Coronel Marcos Rocha venceu a disputa eleitoral com 65,95% dos votos válidos contra 34,05% de Expedito Júnior (PSDB).

 

O policial militar reformado tem 50 anos e disputou sua primeira eleição. Rocha é formado em Administração e preside o PSL no estado. Dirigiu uma escola militar na capital em Porto Velho.

 

Também foi secretário estadual de Justiça, no governo de Confúcio Moura, onde enfrentou a resistência de agentes socioeducativos, porque não estava fornecendo água para os trabalhadores.

 

RORAIMA

 

Antonio Denarium (PSL) foi eleito com 53,58%. Ele disputou o cargo com o tucano José de Anchieta (PSDB), que obteve com 46,42% do eleitorado.

 

Nascido em Goiás, Denaruim é empresário do agronegócio e atua com criação de gado e plantação de soja e milho. Mudou-se para Boa Vista como diretor do extinto Banco Bamerindus. Na capital, ele criou a Denarium Fomento Mercantil. Esse é o primeiro cargo público do poítico do PSL.

 

SANTA CATARINA

 

Em Santa Catarina, o Comandante Moisés (PSL) foi eleito com 71,09% dos votos válidos. Ele venceu contra Gelson Merísio (PSD), que obteve 28,91%.

 

Moisés, o candidato do PSL, tem 51 anos e filiou-se ao PSL neste ano para disputar sua primeira eleição.

 

É coronel da reserva com mais de 30 anos de atuação no Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, em Florianópolis, Criciúma e Tubarão. Foi comandante de organizações dos bombeiros e ouvidor-adjunto da corporação, além de coordenador da Defesa Civil no estado.

 

SÃO PAULO

 

No maior colégio eleitoral do país, a vitória de João Doria leva o PSDB ao comando do estado. O tucano venceu o segundo turno com 51,75% dos votos válidos contra 48,25% de Márcio França (PSB).

 

Empresário e ex-apresentador de programas de TV, Doria começou na política como secretário de Turismo do governo de Mário Covas. Também foi presidente da Embratur no governo de José Sarney. Em 2016, foi eleito prefeito de São Paulo, mas deixou o cargo após 15 meses para concorrer a governador.

 

SERGIPE

 

Em Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD) foi eleito com 64,72% dos votos válidos, contra 35,28% de Valadares Filho (PSB). Ele assumiu o governo do estado em abril deste ano quando Jackson Barreto (MDB) renunciou para se candidatar ao Senado.

 

Belivaldo, de 58 anos, é defensor público aposentado. Foi deputado estadual por quatro legislaturas consecutivas (1990-2006). Em 2006, foi eleito vice-governador em 2006, na chapa com Marcelo Déda (PT) e, em 2014, na chapa de Barreto.

 

 

 

Fonte: Pedro Ribeiro Nogueira / Brasil de Fato, com informações da Agência Brasil

 

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