Em frente à Liess, sindicato critica adesão das rescisões direto na empresa

O Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita realizou assembleia em frente à Liess na manhã desta quinta-feira (7). Com o apoio do Sindicato dos Rodoviários de Canoas, os diretores abordaram as primeiras consequências da aplicação da Reforma Trabalhista, visto que a empresa optou por desconsiderar a homologação das rescisões junto ao Sindicato. Os/as funcionários/as agora estão à mercê do patrão, que é vice-presidente do Simecan, o Sindicato Patronal das Indústrias Metalúrgicas de Canoas.

 

 

O vice-presidente do Sindicato, Silvio Bica, reforçou a importância da união da categoria. Para ele, o combate à retirada de direitos, permitida aos patrões a partir da vigência da Lei 13.467/17, só será possível se todos os trabalhadores e trabalhadoras se mobilizarem. “Temos que estar atentos aos movimentos da empresa e em contato com o Sindicato para denunciar os retrocessos desta reforma”, afirmou.

 

 

Flavio Souza, o Flavião, que é tesoureiro na entidade, lembrou que o momento de homologação junto ao sindicato é uma garantia aos trabalhadores. “O momento da rescisão é muito importante na vida do trabalhador porque é a hora da revisão do pagamento pela mão de obra concedida e isso deve ser feito por quem representa o trabalhador, não pelo RH da empresa”, afirmou. Ele lembrou que muitas vezes o funcionário aguenta quieto as más condições de trabalho por receio de que seu emprego seja colocado em risco, mas no momento da rescisão é imprescindível que as ressalvas apareçam.

 

 

Paulo Chitolina, presidente do Sindicato, discursou sobre outras modificações que a Reforma Trabalhista tem feito, como o trabalho em ambientes insalubres, trabalhos intermitentes, a quitação de contrato sem rescisão e a prestação de serviços por meio da terceirização. Com atraso na pegada, o sindicalista encerrou a assembleia afirmando que o Sindicato continuará supervisionando a aplicação da nova lei. “Se as empresas continuarem com essa sacanagem, implementando mais medidas e tirando os direitos dos metalúrgicos, intensificaremos nossas atitudes”, finalizou.

 

 

Fonte: STIMMMEC

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