Editorial: Eleição sem Lula é fraude

Os três dias de mobilizações intensas na Capital em defesa da Democracia e pelo direito de Lula concorrer no pleito presidencial deste ano, resultaram no maior julgamento popular da história do país. Os desembargadores que sentenciaram na tarde do dia 24 uma acusação amplamente criticada e desconstruída por juristas nacionais e internacionais, passaram por cima da lei e do povo, contrariando o sentimento das massas, legítimo e soberano.

 

A política, cabe ressaltar, é um instrumento permanente de ação e construção popular. Tem início nas eleições e não deve ser resumida a simples participação através do voto. A ela, se integram as cobranças, as indignações, as manifestações e o reconhecimento. E a todos estes processos é possível enquadrar a figura de Lula, liderança popular e legítima, reconhecida pelos inúmeros avanços e conquistas em seu governo. E não são as centrais sindicais e os movimentos sociais e populares que dizem isso. São as ruas, que só em Porto Alegre juntaram mais de 70 mil pessoas. Também dizem as pesquisas, que mesmo após a sentença de condenação, continuam a apontar o ex-presidente como favorito nas eleições. E a tudo isso é preciso dar atenção, se fazer valer.

 

Em seus 57 anos de história, nosso Sindicato sempre esteve ao lado daqueles que defendem os interesses da classe trabalhadora. Fomos ativos nas greves que levaram à Assembleia Nacional Constituinte em 1987, assegurando direitos constitucionais à população. Passamos pela década de 90, pela ascensão do neoliberalismo e às muitas tentativas de venda do Brasil ao capital estrangeiro. Mudamos o cenário na virada da década, com um metalúrgico no mais elevado cargo político. Posteriormente, continuamos crescendo com uma mulher, golpeada pela tortura dos porões da ditadura militar e mais recentemente pelo empresariado nacional.

 

Portanto, em tempos sombrios de golpes e farsas, sempre mascarados ou omitidos pelos grandes veículos de comunicação do país, não temos dúvida qualquer sobre qual lado devemos nos posicionar.

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