Conjuntura: reajustes pesam no bolso e indústria gaúcha mostra lentidão, segundo Dieese

Os valores de gasolina e luz aumentaram ou ainda irão subir. Após um vexatório aumento de apenas R$ 17,00 no salário mínimo, que também é realidade em inúmeras categorias que não tiveram aumento real em seus salários, as despesas básicas começam a pesar no bolso de trabalhadores e trabalhadoras. Em média, o preço do litro de gasolina em Porto Alegre, custa R$ 4,347. O valor está acima inclusive da média nacional, que é de R$ 4,194. Já a luz estima-se que aumente 25,34%. O valor exato será divulgado apenas em abril, mês em que entra em vigor a nova sentença.

 

Na contramão do Governo, que comemora os baixos índices de inflação e tem como exemplo único a queda nos preços dos alimentos, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) alerta que os gastos domésticos se dão para além da alimentação. “Uma parcela muito expressiva da população recebe um ou dois salários mínimos. Se temos um botijão de gás custando 90 reais é quase 10% do salário mínimo”, compara Ilmar Ferreira Silva, economista do departamento.

 

De acordo com o Dieese, entre dezembro de 2016 e 2017, o gás de cozinha apresentou uma variação de 15,89%. Já a gasolina, no mesmo período, variou 10%, enquanto o etanol e o diesel, respectivamente, 2,97% e 7,41%. Os preços dos combustíveis são determinados por uma série de fatores. Primeiro, há o mercado internacional; segundo, fatores regionais como a política tributária e os valores cobrados por quem distribui e revende. Ainda, a variação pode ser feita de acordo com as unidades federativas por meio de um imposto que compõe os preços.

 

Indústria gaúcha estagnada

 

Em relação à produção industrial, o Dieese também divulgou os resultados de 2017 e as projeções para 2018. Segundo os resultados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo IBGE, a produção nacional apresentou recuperação no ano passado, impulsionada pelo aumento de exportações e de compra, principalmente de autoveículos. Se relacionado ao ano anterior (2016), o aumento chega a 40%.

 

No entanto, o desempenho da produção no RS não foi nada animador. Segundo o departamento, as taxas de crescimento ficaram estagnadas, com variações baixas. A exceção se deu na fabricação de produtos de fumo – crescimento de 38,2%. A metalurgia e a fabricação de produtos de borracha e de material plástico apresentaram crescimento de apenas 5%.

 

Apesar do baixo desempenho, o mês de dezembro de 2017 foi bastante favorável para a indústria gaúcha. Se comprado com o mês anterior (novembro), houve crescimento de 6,8%. No entanto, a produção industrial está muito abaixo dos níveis de 2014. A tendência, segundo o Dieese, é de aumento da inflação em 2018, em decorrência da elevação dos preços dos combustíveis, da energia elétrica e dos alimentos.

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