Beretta: sem abertura para diálogo, sindicato denuncia irregularidades

Na última quarta-feira (7), o sindicato esteve em frente à metalúrgica Beretta, em Nova Santa Rita, realizando assembleias e alertando metalúrgicos(as) dos três turnos sobre atitudes relacionadas à segurança no local de trabalho. A partir de um levantamento feito pelo dirigente Gildo Cruz, em conjunto com os trabalhadores, irregularidades da empresa foram apontadas e uma solicitação de diálogo feita. No entanto, a direção da Beretta se negou a receber o Sindicato, que deverá tomar providências nos próximos dias.

 

 

Assembleia realizada nas primeiras horas da manhã conversou com dois turnos da empresa / Foto: STIMMMEC

 

 

Na edição nº 352 do jornal A Vez e a Voz (fev/2018), a direção do sindicato denunciou a instalação de 18 câmeras de segurança no chão de fábrica. Para a entidade sindical, a atitude causa desconforto e constrangimento aos trabalhadores, além de violar a cláusula 30ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, que diz: “As empresas não poderão adotar práticas gerenciais e de organização do trabalho que gerem constrangimento, intimidação, humilhação e discriminação aos trabalhadores”.

 

À tarde, o Sindicato realizou nova assembleia / Foto: Fernanda Salla / STIMMMEC

 

Após tentar protocolar um pedido de reunião e receber uma negativa da empresa para o diálogo, a direção do sindicato irá encaminhar o caso para o departamento jurídico, em forma de denúncia. O presidente Paulo Chitolina esclareceu que o objetivo do sindicato é fazer valer os direitos dos trabalhadores e os acordos previstos da CCT, que visam condições dignas no ambiente trabalho. A afirmação contraria o discurso da Beretta, que após a realização das assembleias afirmou que a intenção do sindicato com a denúncia é de fechar as postas da empresa.

 

Fonte: STIMMMEC

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