Após aumentar turnos, empresa não dialoga alternativa para o transporte dos trabalhadores

Desde o ano passado, a Maxiforja tem acomodado uma série de mudanças no cotidiano de trabalho por conta da pandemia. No entanto, a falta de compreensão da realidade dos trabalhadores tem motivado insatisfações, e uma delas é a necessidade de adequação do transporte para as jornadas que tem início ou fim fora dos horários do transporte público.

 

 

 

Ocorre que atualmente a empresa possui três turnos, um deles com início às 6h da manhã. À noite, também há trabalhadores que iniciam ou terminam o expediente às 21h45. Em ambos os casos são relatas dificuldades para a locomoção e insegurança, segundo o dirigente sindical Luciano Sartori.

 

 

 

“Alguns trabalhadores dependem de outros colegas para ter carona, e quem usa o transporte público fica com um horário muito apertado para pegar o último trem, que é às 22h, além de ter que fazer caminhando o trajeto da empresa até a estação tarde da noite”.

 

 

 

 

Os dirigentes sindicais já informaram a empresa sobre a situação do transporte, mas a mesma não realizou nenhuma ação de melhoria. “Nós também estamos há algum tempo tentando achar solução para o estacionamento, que está com pouco espaço e gera tumulto na troca dos turnos, sem contar o aumento de gastos com o preço da gasolina. Ou seja, os trabalhadores não têm outra alternativa em meio à pandemia se não ir trabalhar de carro e ainda arcam com um gasto elevado em combustível”.

 

 

 

Além da insatisfação quanto a falta de logística para a locomoção em meio à pandemia, alguns ambientes de trabalho dentro da empresa também pedem atenção, como no caso das áreas administrativas. Os trabalhadores solicitam que a empresa conceda uma máquina de café ou algumas térmicas para os horários de expediente. Também observam a má distribuição dos bebedouros próximo à área, o que resulta na necessidade de um deslocamento maior.

 

 

 

De forma geral, os trabalhadores reivindicam alguma ajuda de custo frente à alta nos preços dos alimentos, podendo ser uma sacola econômica ou um cartão alimentação. A empresa argumenta que possui refeitório no local, mas os dirigentes ressaltam que a reivindicação é válida, pois muitas metalúrgicas da base compreendem a necessidade dessa ajuda e concedem aos trabalhadores algum benefício que auxilia nos gastos básicos do dia a dia.

 

 

 

“É importante ressaltar que nos últimos anos os reajustes salariais não coincidem com o aumento dos gastos básicos cotidianos, principalmente nesse período de pandemia. Por isso nós vamos continuar reivindicando algum auxílio para os trabalhadores da empresa. É uma reivindicação de todos”, destaca o dirigente Gilmar Souza.

 

 

Fonte: STIMMMEC

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