AGCO: Redução de postos de trabalho e aumento de acidentes

O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, juntamente com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), denuncia graves irregularidades dentro da AGCO, com sede em Canoas. Apenas em 2018, foram registrados pelo menos dez episódios de acidentes de trabalho com trabalhadores da empresa.

 
Dentre os acontecimentos estão quedas de duas cabines das máquinas – extremamente pesadas de estrutura metálica com vidros, direção e outros comandos -, que por muito pouco não atingiram os trabalhadores do setor cabinado. Houve também o desabamento do telhado de um dos corredores da fábrica, local de intensa movimentação e que, portanto, poderia ter ferido gravemente qualquer pessoa. Além disso, o Sindicato precisou intervir, junto a Segurança do Trabalho e o Ambulatório, para que um dos acidentados em outra situação tivesse que ir para a casa mesmo com cinco pontos em sua mão enfaixada.

 
Sílvio Bicca, vice-presidente do Sindicato, acredita que o aumento desenfreado de acidentes está diretamente relacionado com as frequentes demissões que estão ocorrendo na empresa. “A direção da AGCO vem cobrando o mesmo rendimento de períodos anteriores, que tinham muito mais funcionários. A mão de obra foi reduzida e os trabalhadores, agora, correm contra o tempo para cumprir com as metas da produção. Por isso, essas fatalidades acontecem”. O dirigente também apontou que nas eventuais reuniões convocadas pela empresa, o Sindicato espera por uma postura de consciência, ou seja, do anúncio de novas contratações, mas a realidade é sempre contrária, com tratativas de demissões e redução do quadro.

 
Segundo levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em 2017 a base de Canoas e Nova Santa Rita teve diminuição de 384 postos de trabalho. Esse número é resultado da admissão de 1.890 trabalhadores em contrapartida à demissão de 2.274. O estudo reflete a realidade da AGCO, que vem precarizando o trabalho, sobrecarregando os trabalhadores(as) e colocando em risco a saúde e a segurança destes.

 
O Sindicato e a CIPA vem alertando a direção da empresa quanto ao perigo que os trabalhadores e trabalhadoras estão presenciando todos os dias dentro da fábrica e quanto à precarização da mão de obra. Porém, a AGCO responde às tentativas com argumentos que não condizem com a realidade e negando qualquer situação grave dentro de sua empresa.

 

Fonte: STIMMMEC

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