Ação de petroleiros gaúchos terá venda de gás de cozinha por R$ 40,00 em Canoas

Em greve há quatro dias, acompanhando mobilização nacional, os petroleiros gaúchos realizam nesta quarta-feira (5), em Canoas, uma ação que permitirá a venda de 100 botijões de gás de cozinha de 13 quilos ao valor de R$ 40,00. O ato tem o objetivo se alertar a população sobre os prejuízos causados pela política de privatização da Petrobras.

 

 

Os botijões serão vendidos a partir das 16h, para as 100 primeiras pessoas que comparecerem às proximidades da Associação de Moradores da Vila João de Barro, em Canoas. Com a ação, os petroleiros querem mostrar que é possível vender o gás de cozinha por um valor acessível e justo, levando-se em consideração o custo de produção, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras e da Petrobras, além da arrecadação de impostos.

 

 

Os petroleiros defendem a intervenção do governo federal para barrar os aumentos sucessivos dos derivados de petróleo. “Acreditamos que a prioridade deve ser o povo brasileiro e não os acionistas privados da empresa. É possível vender o gás de cozinha a um preço menor e manter o lucro de acionistas, revendedoras e distribuidoras. Isso somente será possível com uma Petrobrás pública, forte e integrada. As ações do governo vão na contramão dos interesses da sociedade”, afirma o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro), Fernando Maia da Costa.

 

 

O dirigente lembra que parte das refinarias brasileiras foram colocadas à venda, incluindo a Refap, localizada em Canoas, e que distribuidoras de combustíveis como a BR e a Líquigás foram privatizadas. O movimento contesta também a suspensão das atividades da Fábrica de Fertilizantes (Fafens, no Paraná,, que determinou a demissão de mil trabalhadores.

 

 

Segundo a assessoria do Sindipetro, a cada dia aumenta a adesão à greve no País e estima-se que cerca de 90% dos petroleiros gaúchos estejam acompanhando o movimento, que já atinge 30 bases operacionais em onze estados.

 

 

Fonte: Fernanda Crancio / Jornal do Comércio

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