“A greve dos petroleiros é uma greve do Brasil”, afirma CUT-RS em ato na Refap

Em ato realizado na manhã desta segunda-feira (3), em frente à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci afirmou que “esta greve não é dos petroleiros, é uma greve do Brasil”, ressaltando a importância da luta em defesa da Petrobrás, da saúde e educação, da indústria e da soberania nacional.

 

 

“O capital patrocina golpes, como fez aqui, na Bolívia, no Chile. Agora, em crise, a estratégia é numa ponta retirar direitos dos trabalhadores e na outra ponta se apropriar dos ativos de desenvolvimento que os países possam ter, como indústria e case de tecnologia”, explicou Amarildo. Ele denunciou “a altíssima concentração de capital nas mãos de grupos econômicos e grandes corporações localizadas em alguns países e que estrategicamente querem dominar o planeta”.

 

 

Para o dirigente da CUT-RS, “o tema da Petrobras, do petróleo, do golpe, da retirada de direitos, tem a ver com essa política internacional, que essa crise do capital se revela cada vez mais drástica e com resultados terríveis para os setores sociais mais vulneráveis e para a classe trabalhadora e os países como o Brasil”.

 

 

“Nós estamos assumindo essa greve como nossa”

 

 

“A greve é uma resistência contra esse projeto do capital e de poder que existe no Brasil, que quer transformar o país numa grande fazenda, voltando ao século 19, e que nós não sejamos controladores de nenhuma tecnologia. Não querem uma indústria nacional”, destacou.

 

 

“Essa luta dos petroleiros é nossa”, enfatizou Amarildo lembrando que, “nos recentes congressos nacional e estadual da CUT, nós elegemos a questão da saúde, da educação e dos serviços públicos, que estão sob ataque, e a questão da indústria, como sendo fator estruturante de qualquer desenvolvimento voltado para a soberania nacional e maior distribuição de renda”, salientou.

 

 

Ao concluir, Amarildo frisou que “não estamos aqui para dizer que a CUT é solidária, que a CUT apoia, mas para dizer que essa greve é nossa e nós estamos assumindo essa greve como nossa e essa é a nossa tarefa e a nossa luta. Que a Petrobrás permaneça pública a serviço do desenvolvimento do Brasil e do seu povo”.

 

 

Houve também manifestações de vários dirigentes de sindicatos e federações, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), da União Nacional dos Estudantes (UNE), do Levante Popular da Juventude, movimentos sociais e da deputada estadual Sofia Cavedon (PT).
Mobilização nacional

 

 

O ato organizado pelo Sindipetro-RS marcou o terceiro dia de greve nacional dos petroleiros no Rio Grande do Sul. O movimento iniciou no sábado (1º) e já acontece de 13 estados atingindo 24 unidades da Petrobrás.

 

 

Os petroleiros e as petroleiras lutam contra as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) e o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Além disso, fortalecem a mobilização contra a venda das refinarias, como a Refap prevista para o mês de março.

 

 

Uma comissão de negociação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), formada por cinco dirigentes da entidade, está desde as 15h de sexta-feira (31), ocupando a sala de reuniões do quarto andar do edifício sede da Petrobrás, na Avenida Chile, no Rio de Janeiro (Edise). O objetivo é pressionar a gestão da empresa a negociar com a entidade alternativas que evitem as demissões na Fafen-PR e resolvam as pendências do ACT.

 

Fonte: CUT-RS

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