CUT-RS defende reajuste de 4,17% para mínimo regional na votação da próxima terça

A CUT-RS defende emenda com reajuste de 4,17% ao projeto de lei enviado pelo governador José Ivo Sartori (MDB) para o salário mínimo regional de 2018, na votação prevista para ocorrer na próxima terça-feira (27) no plenário da Assembleia Legislativa. Isto porque a proposta do governo, que estabelece uma elevação de apenas 1,81%, foi encaminhada em regime de urgência e passa a trancar a pauta no legislativo estadual a partir do dia 24.

 

A emenda de 4,17% foi protocolada no último dia 7 pelo deputado Luiz Fernando Mainardi (PT), em nome da bancada petista, e atende à reivindicação da CUT e centrais sindicais, elaborada com base em cálculos feitos pelo Dieese. O objetivo é repor o INPC de 2,07% em 2017 e resgatar as perdas acumuladas de 2,06% desde 2016 no governo Sartori.

 

Piso-Grafico

 

“Queremos repor a inflação do ano passado e resgatar a diferença histórica de 1,28 em relação ao salário mínimo nacional, quando o chamado piso regional foi criado em 2001, no governo Olívio Dutra”, destaca o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

 

“Não podemos permitir que seja mantido o índice rebaixado de 1,81%, inferior à inflação de 2017 e que achata o poder de compra dos trabalhadores que recebem os menores salários no Estado”, afirma Nespolo.

 

“Com o índice de 1,81%, Sartori segue os passos do governo golpista de Temer, também do MDB, de desidratar o salário mínimo com uma perda considerável em seu valor real, tirando dos trabalhadores e dando para os empresários, concentrando ainda mais a renda nas mãos de poucos”, salienta o dirigente da CUT-RS.

 

Ele alerta que, tanto Temer como Sartori, usam a crise como desculpa somente para tirar direitos dos trabalhadores, uma vez que não apertam os sonegadores nem reduzem as isenções e as renúncias fiscais. “O trabalhador não pode pagar o pato”, salienta.

 

Piso-11

 

Distribuição de renda e aquecimento da economia gaúcha

 

O secretário de Relações do Trabalho da CUT-RS, Antonio Güntzel, destaca que “a valorização do mínimo regional é uma importante ferramenta de distribuição de renda, corrigindo os salários das categorias menos organizadas e que não possuem acordos coletivos ou piso salarial definido em lei federal. Além disso, trata-se de um mecanismo de aquecimento da economia gaúcha, estimulando a produção e o consumo no comércio local”.

 

“Trabalhadores e trabalhadoras gastam seus salários no mercado interno e não em Miami ou Paris, como fazem muitos dos seus patrões”, observa Antônio. “O mínimo regional é uma política pública que faz girar a roda da economia gaúcha, onde todas saem ganhando: o trabalhador com melhor salário, o empresário vendendo e produzindo mais, e o estado arrecadando mais para ampliar investimentos”, conclui.

 

Pressão sobre deputados e deputadas

 

O presidente da CUT-RS conclama os sindicatos e as federações a pressionar os deputados e as deputadas estaduais pela aprovação da emenda com reajuste de 4,17%.

 

Assembleia-Legislativa-RS

 

Além da presença nos gabinetes, nos corredores e nas galerias do plenário da Assembleia na próxima terça-feira, é fundamntal o envio de e-mails aos parlamentares (lista abaixo), reivindicando que votem a favor da emenda.

 

“Desde o início do mês, já estamos fazendo um corpo-a-corpo com os parlamentares, buscando convencer principalmente os deputados da base aliada de Sartori da importância do reajuste de 4,17%. Estamos dizendo que as eleições se aproximam e os trabalhadores estão de olho em quem vota a favor ou contra os seus interesses”, enfatiza Nespolo.

 

“Vamos marcar na paleta quem votar contra a classe trabalhadora e não nos esqueceremos de refrescar a memória das pessoas até as eleições de outubro”, conclui.

 

Fonte: CUT-RS

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