26º Grito dos Excluídos é lançado em evento virtual

Com o lema “Vida em Primeiro Lugar – Basta de miséria, preconceito e repressão! Queremos trabalho, terra, teto e participação”, acontecerá no próximo dia 7 de setembro o 26ª Grito dos Excluídos em todo o Brasil.

 

O lançamento aconteceu em Porto Alegre nesta quarta-feira (26), às 18h30, através de uma live pela Rede Soberania e Brasil de Fato, que foi compartilhada por dezenas de entidades e movimentos sociais.

 

O evento contou com saudação de abertura, exibição de um vídeo com a memória do Grito no Rio Grande do Sul, oração ecumênica, manifestações e músicas.

 

Também foi anunciado o gesto concreto do Grito, que será o plantio de milhares de árvores no Estado, a exemplo da campanha em andamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), como forma de combater o desmatamento e as queimadas e recuperar o meio ambiente e a natureza.

 

Gritos dos trabalhadores

 

O secretário de Organização e Política Sindical da CUT-RS, Claudir Nespolo, falou sobre os gritos dos trabalhadores. “Vamos levantar a voz dos milhões de desempregados e precarizados, que sofrem com a retirada de direitos após o golpe que derrubou a presidenta Dilma, destacando os trabalhadores do campo e da cidade que perderam suas vidas na pandemia, vítimas da política genocida do governo Bolsonaro. Vamos defender também os servidores, os serviços públicos e as empresas estatais, alvos permanentes dos ataques dos neoliberais e da mídia comprada”.

 

Para Nespolo, “as reformas trabalhista e da Previdência não geraram empregos, mas empobreceram a classe trabalhadora e aumentaram a desigualdade, a violência e a miséria. Temos que gritar juntos por vida digna, emprego, renda, saúde, educação, democracia e fora Bolsonaro”.

 

Gritos vão ecoar mais fortes

 

Neste ano, diante da pandemia do coronavírus, muitas ações já estão sendo feitas, sejam virtuais ou presenciais, como as campanhas de solidariedade junto às comunidades e populações mais vulneráveis, que mais sofrem com o impacto da doença e suas consequências sociais.

 

Também estão sendo organizadas lives, programas de rádio, vídeos, podcast, roteiros de celebração, spots para a divulgação do tema e do lema do Grito.

 

“Em tempos de pandemia, os gritos ecoam ainda mais fortes, diante do sofrimento que a doença e o descaso dos governos, sobretudo o federal, impõem a milhares de pessoas que perderam e perderão sua vida, ou familiares, amigos e conhecidos. A Covid-19 escancarou o abandono a que a saúde pública já vinha sendo submetida pelo não cumprimento do que está previsto na Constituição Federal de 1988, o desmonte gradativo do SUS e as reformas neoliberais que visaram a retirada de direitos sociais“, ressalta a coordenação nacional do Grito.

 

Fonte: CUT-RS com Coordenação do Grito dos Excluídos

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